quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ORAÇÃO CF 2012


Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.

Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.

Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão
se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra.

Amém.

A PALAVRA DE DEUS NA VIDA


Reflexão - Lc 11, 29-32

Para muitas pessoas, Deus deve manifestar-se constantemente para todos, pois somente assim o mundo poderá crer. Na verdade, essas pessoas querem uma demonstração evidente da existência de Deus e da sua presença no nosso dia a dia, porém o Evangelho de hoje nos mostra que assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, Jesus é um sinal para nós, e Jonas foi um sinal para os ninivitas apenas por suas palavras, que os ninivitas ouviram e creram. Deste modo, Jesus é um sinal para nós por sua palavra e é nela que devemos crer e não ficar exigindo que ele fique realizando "milagres" para que fundamentemos a nossa fé.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O CONTO DA VIDA


A SERPENTE E O VAGAMULE


Conta à lenda que uma vez uma serpente começou
perseguir um vagalume.


Este fugia rápido, com medo da feroz predadora

e serpente nem pensava em desistir.


Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...


No terceiro dia, já sem forças, o vagalume parou

e disse à cobra: - Posso lhe fazer três perguntas ?


- Não costumo abrir esse precedente para ninguém,

mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...


- Pertenço à sua cadeia alimentar ?
- Não.


- Eu já te fiz algum mal ?
- Não.


- Então, por que você quer acabar comigo?
- Porque eu não suporto ver você brilhar...


Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar...


Autor Desconhecido

A PALAVRA DE DEUS NA VIDA


Reflexão - Mt 6, 7-15

A eficácia da oração não é determinada pela quantidade de palavras nela presentes, pelo seu volume ou pela sua visibilidade, mas antes de tudo pela capacidade de estabelecer um relacionamento sério, profundo e filial com Deus. Quem fala muito, grita e fica repetindo palavras é pagão, que não é capaz de reconhecer a proximidade de Deus e ter uma intimidade de vida com ele. A oração também deve ter um vínculo muito profundo com o próprio desejo de conversão e de busca de vida nova, de modo que ela não seja discursiva, mas existencial e o falar com Deus signifique estabelecer um compromisso de vida com ele e para ele.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A PALAVRA DE DEUS NA VIDA


Reflexão - Mt 25, 31-46

Jesus nos mostra no Evangelho de hoje que a verdadeira religião não é aquela que é marcada por ritualismos e cumprimento de preceitos meramente espirituais, afinal de contas ele não nos perguntará no dia do julgamento final se nós procuramos cumprir os preceitos religiosos, mas sim se fomos capazes de viver concretamente o amor. É claro que a religiosidade tem sentido, principalmente porque é através do relacionamento com Deus que recebemos as graças que nos são necessárias para a vivência concreta do amor, mas a religiosidade sozinha, desvinculada da prática do amor, é causa de condenação e não de salvação.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

QUARESMA: COMO E POR QUÊ?


UMA PRÁTICA QUE SE REPETE DESDE OS PRIMÓDIO DO CRISTANISMO

Em preparação para a Páscoa, surgiu já nos primeiros tempos do cristianismo um período voltado a preparar melhor os fiéis para o mistério central da Redenção de Cristo. Esse período era de um dia apenas. Ele foi se alongando com o tempo, até chegar à duração de 6 semanas. Daí o nome quaresma, do latim quadragesimae, em referência aos 40 dias de preparação para o mistério pascal. A quaresma, para os fiéis, envolve duas práticas religiosas principais: o jejum e a penitência. O primeiro, que já chegou a ser obrigatório para todos os fiéis entre os 21 e os 60 anos de idade, exceto aos domingos, foi introduzido na Igreja a partir do século IV.

O jejum na antiga Igreja latina abrangia 36 dias. No século V, foram adicionados mais quatro, exemplo que foi seguido em todo o Ocidente com exceção da Igreja ambrosiana. Os antigos monges latinos faziam três quaresmas: a principal, antes da Páscoa; outra antes do Natal, chamada de Quaresma de São Martinho; e a terceira, a de São João Batista, depois de Pentecostes.

Se havia bons motivos para justificar o jejum de 36 dias, havia também excelentes razões para explicar o número 40. Observemos em primeiro lugar que este número nas Sagradas Escrituras representa sempre a dor e o sofrimento.

Durante 40 dias e 40 noites, caiu o dilúvio que inundou a terra e extinguiu a humanidade pecadora (cf. Gn. 7,12). Durante 40 anos, o povo escolhido vagou pelo deserto, em punição por sua ingratidão, antes de entrar na terra prometida (cf. Dt 8,2). Durante 40 dias, Ezequiel ficou deitado sobre o próprio lado direito, em representação do castigo de Deus iminente sobre a cidade de Jerusalém (cf. Ez 4,6). Moisés jejuou durante 40 dias no monte Sinai antes de receber a revelação de Deus (cf. Ex 24, 12-17). Elias viajou durante 40 dias pelo deserto, para escapar da vingança da rainha idólatra Jezabel e ser consolado e instruído pelo Senhor (cf. 1 Reis 19, 1-8). O próprio Jesus, após ter recebido o batismo no Jordão, e antes de começar a vida pública, passou 40 dias e 40 noites no deserto, rezando e jejuando (cf. Mt 4,2).

No passado, o jejum começava com o primeiro domingo da quaresma e terminava ao alvorecer da Ressurreição de Jesus. Como o domingo era um dia festivo, porém, e não lhe cabia portanto o jejum da quaresma, o Dia do Senhor passou a ser excluído da obrigação. A supressão desses 4 dias no período de jejum demandava que o número sagrado de 40 dias fosse recomposto, o que trouxe o início do jejum para a quarta-feira anterior ao primeiro domingo da quaresma.

Este uso começou nos últimos anos da vida de São Gregório Magno, que foi o sumo pontífice de 590 a 604 d.C. A mudança do início da quaresma para a quarta-feira de cinzas pode ser datada, por isto, nos primeiros anos do século VII, entre 600 e 604. Aquela quarta-feira foi chamada justamente de caput jejunii, ou seja, o início do jejum quaresmal, ou caput quadragesimae, início da quaresma.

A penitência para os pecadores públicos começava com a sua separação da participação na liturgia eucarística. Mas uma prescrição eclesiástica propriamente dita a este respeito é encontrada apenas no concílio de Benevento, em 1901, no cânon 4.

O cristianismo primitivo dedicava o período da quaresma a preparar os catecúmenos, que no dia da Páscoa seriam batizados e recebidos na Igreja. A prática do jejum, desde a mais remota antiguidade, foi imposta pelas leis religiosas de várias culturas. Os livros sagrados da Índia, os papiros do antigo Egito e os livros mosaicos contêm inúmeras exigências relativas ao jejum.

Na observância da quaresma, os orientais são mais severos que os cristãos ocidentais. Na igreja greco-cismática, o jejum é estrito durante todos os 40 dias que precedem a Páscoa. Ninguém pode ser dispensado, nem mesmo o patriarca. Os primeiros monges do cristianismo, ou cenobitas, praticavam o jejum em rememoração de Jesus no deserto. Os cenobitas do Egito comiam contados pedaços de pão por dia, metade pela manhã e metade à noite, com um copo d’água.

Houve um tempo em que não era permitida mais que uma única refeição por dia durante a quaresma. Esta refeição única, no século IV, se realizava após o pôr-do-sol. Mais tarde, ela foi autorizada no meio da tarde. No início do século XVI, a autoridade da Igreja permitiu que se adicionasse à principal refeição a chamada "colatio", que era um leve jantar. Suavizando-se cada vez mais os rigores, a carne, que antes era absolutamente proibida durante toda a quaresma, passou a ser admitida na refeição principal até três vezes por semana.

As taxativas exigências do jejum quaresmal eram publicadas todos os anos em Roma no famoso Édito sobre a Observância da Quaresma. A prática do jejum, no passado, era realmente obrigatória, e quem a violasse assumia sérias consequências. Os rigores eram tais que o VIII Concílio de Toledo, em 653, ordenou que todos os que tinham comido carne na quaresma sem necessidade se abstivessem durante todo o ano e não recebessem a comunhão no dia da Páscoa.

Giovanni Preziosi

Fonte: Zenit

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A PALAVRA DE DEUS NA VIDA


Reflexão - Lc 5, 27-32

Nós queremos afastar os pecadores da Igreja e isso é o maior erro que podemos cometer. Jesus acolhia todos os pecadores e pecadoras e comia com eles, sendo que muitas vezes como, por exemplo, no evangelho de hoje, os chamava para ser seus seguidores, e até mesmo apóstolos. A nossa prática, no entanto, está na maioria das vezes fundamentada na discriminação das pessoas por causa de determinados tipos de pecado, e isso faz com que sejamos iguais aos fariseus do tempo de Jesus, que discriminavam os pecadores, os expulsavam do Templo e consideravam impuras todas as pessoas que se relacionavam com eles. Devemos acabar com o farisaísmo que muitas vezes marca a Igreja na discriminação dos pecadores e termos a atitude da acolhida que Jesus tinha.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A PALAVRA DE DEUS NA VIDA


Reflexão - Mt 9, 14-15

As práticas religiosas não podem ser simples ritualismos que cumprimos por costume ou tradição. Os fariseus e os discípulos de João faziam jejum, cumprindo os valores tradicionais da religiosidade de sua época, mas o cumprimento desses valores não lhes foi suficiente para que se tornassem capazes de reconhecer o tempo em que estavam vivendo e por quem foram visitados, de modo que não puderam viver a alegria de quem tem o próprio Deus presente em suas vidas e nem puderam usufruir de forma mais plena essa presença de graça. Somente quem viver uma verdadeira religiosidade que seja capaz de estabelecer um relacionamento profundo e maduro com Deus e perceber os seus apelos nos dos sinais dos tempos pode colher os frutos dessa religiosidade.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

REFLEXÃO


Meus Caríssimos Irmãos e Irmãs ...

Estamos saindo de um tempo forte, que é o tempo comum, e entrando em um outro tempo, que é o tempo da santa quaresma. Convido a todos vocês a adentrarem nesse tempo tão rico, onde podemos viver um momento propocionado por Nosso Senhor, de muitas mudanças, verdadeira conversão, tempo do homem novo. Abramos nosso coração, não endureçamos, e ouçamos sua doce voz, que nos chama a viver a vida nova de Cristo. Eterno é seu amor por nós .

"Deus se faz pobre e humilde por amor a nós, na Pessoa de seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Não O encontramos se não estivermos dispostos a se inclinar... A nossa impotência confina na onipotência de Deus. Junto aos nossos limites, Deus está a nossa espera... quando não sabemos mais como seguir adiante, lá está Deus ... !"

Abramos nosso coração, nesse tempo forte e favorável, para abraçarmos nossa Salvação!!! Santa Quaresma.

Ir. Maria Pacífica da Santa Mãe de Deus , osc

A PALAVRA DE DEUS NA VIDA


Reflexão - Lc 9, 22-25

O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que vive como o próprio Jesus e faz dele o modelo de sua vida. Jesus nunca viveu para si, mas sempre viveu para o Pai e para os seus irmãos e irmãs, fazendo do seu dia a dia um serviço a Deus e ao próximo. A exemplo de Jesus, nós devemos passar por esse mundo não para buscar a satisfação dos nossos interesses e necessidades, mas para deixar de lado tudo o que nos impede de ir ao encontro de nossos irmãos e irmãs que precisam de nós, da nossa presença e do nosso serviço, e que também nos impede de ir ao encontro do próprio Deus para vivermos com ele a sua vida.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

NOS RITMOS DO TEMPO


TEMPO DA QUARESMA

Vai da quarta-feira de Cinzas até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive. São quarenta dias dedicados à preparação da Páscoa, que a Igreja relaciona com os quarenta anos de peregrinação do povo hebreu rumo à terra prometida; os quarenta dias de jejum total de Moisés no Monte Sinai se preparando para receber a Lei da Aliança (Ex 24,12-18.34); os quarenta dias em que Elias seguia a caminho do Monte Horeb, fugindo da perseguição (1Rs 19,8); e o retiro de Jesus no deserto, onde passa quarenta dias e noites em jejum, se preparando para sua vida pública (Mt 4,1-2).

A cor litúrgica própria é o roxo e não se canta o Glória, nem o Aleluia, que voltarão a ser entoados somente na Vigília Pascal. Nesse período, devemos nos abrir para acolher a Palavra de Deus e intensificarmos a prática da caridade em busca da conversão de nossos pecados.

A Igreja do Brasil desenvolve neste Tempo de Quaresma a Campanha da Fraternidade. Trata-se de um grande movimento de evangelização e de conscientização daqueles pecados mais gritantes da sociedade brasileira que nos impedem de celebrar a Páscoa do Senhor mais plenamente.


FRATERNIDADE E SAÚDE PÚBLICA


Abertura da Campanha da Fraternidade 2012

O inicio da Quaresma abre a Campanha da Fraternidade no Brasil. O tema proposto para a Campanha deste ano é “Fraternidade e Saúde Pública” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”, tirado do livro do Eclesiástico.

A Quaresma é o tempo em que a liturgia da Igreja convida os fiéis a se prepararem para a Páscoa, mediante a conversão, com práticas de oração, jejum e esmola. E é justamente na Quarta-Feira de Cinzas, que acontece um dos principais eventos da Igreja Católica no Brasil, o lançamento da Campanha da Fraternidade.

O primeiro movimento regional, que foi uma espécie de embrião para a criação do atual modelo da “Campanha da Fraternidade”, foi realizado na cidade de Natal em 1962, por iniciativa do então Administrador Apostólico da cidade de Natal, dom Eugênio de Araújo Sales, Heitor de Araújo Sales e de Otto Santana. Esta campanha tinha como objetivo fazer “uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da arquidiocese, aos moldes de campanhas promovidas pela instituição alemã Misereor”, explicou dom Eugênio Sales, em entrevista a arquidiocese de Natal, em 2009.

Em 1963, envolvidos pelo Concílio Vaticano II, os bispos brasileiros fizeram o lançamento do Projeto da Campanha da Fraternidade para todo o Brasil. Dessa forma, na Quaresma de 1964 foi realizada a primeira Campanha em âmbito nacional.

A Campanha da Fraternidade está na sua 49ª edição, e seu principal objetivo é despertar a solidariedade das pessoas em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos e apontando soluções; mobilizando todas as comunidades católicas do país e procurando envolver outros segmentos da sociedade no debate do tema escolhido.

O texto base da CF-2012 foi dividido em três partes: a fraternidade e a saúde pública; que a saúde se difunda sobre a terra; Indicações para a ação transformadora no mundo da saúde.

O objetivo geral, citado no texto, é refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde.

Dentre os objetivos específicos se destaca: o disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prática de hábitos de vida saudável; o alerta para a importância da organização da pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe, entre outros.

O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, abrirá, na quarta-feira de Cinzas, 22, às 14h, na sede da Conferência, em Brasília (DF), a Campanha da Fraternidade-2012. O ministro da saúde, Alexandre Rocha Santos Padilha, confirmou sua presença.

Fonte: Zenit

A PALAVRA DE DEUS NA VIDA


Reflexão - Mt 6, 1-6.16-18

O verdadeiro espírito de conversão quaresmal é aquele de quem não busca simplesmente dar uma satisfação de sua vida a outras pessoas para conseguir a sua aprovação e passar assim por um bom religioso, mas sim aquele que encontra a sua motivação no relacionamento com Deus e busca superar as suas imaturidades, suas fraquezas, sua maldade e seu pecado para ter uma vida mais digna da vocação à santidade que é conferida a todas as pessoas com a graça batismal, e busca fazer o bem porque é capaz de ver nas outras pessoas um templo vivo do Altíssimo e servem ao próprio Deus na pessoa do irmão ou da irmã que se encontram feridos na sua dignidade.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Quaresma Tempo de Conversão!!!

Mais uma vez, no caminho de preparação para a mais importante festa do calendário cristão, a Igreja nos propõe um tempo de preparação – de penitência e de escuta da palavra, de acolhimento do plano de Deus e de atenção aos irmãos.
Neste ano de 2012, os textos que nos serão apresentados ao longo destas cinco semana, mostram-nos um percurso claro e definido: Deus quer oferecer-nos um mundo onde a felicidade é possível (1º domingo) e a sua Palavra ensina-nos o caminho (2º domingo), Palavra que nos chama à conversão e à renovação (3º domingo). Aceitar esta Palavra implica, pois, mudar de vida. Fiquemos, contudo, certos do amor de Deus, gratuito e incondicional (4º domingo). Quanto a nós, temos de estar atentos ao seu plano de salvação e ir ao encontro dos outros, no amor e no serviço (5º domingo).
A “nova evangelização” a que a Igreja nos convida a todos nesta Quaresma impele-nos a não guardarmos este segredo do amor misericordioso de Deus e a partilhá-lo à nossa volta.
Com os votos de uma Santa Quaresma, saúda-vos com amizade
Fonte: EAQ

A PALAVRA DE DEUS NA VIDA


Reflexão - Mc 9, 30-37

O que faz com que na maioria das vezes não compreendamos corretamente a mensagem de Jesus geralmente são as diferenças que existem entre os nossos interesses e os dele. Enquanto Jesus estava pensando na necessidade da cruz para a realização do Reino de Deus, seus discípulos estavam pensando em um reino com critérios humanos, fundamentado principalmente nas diferenças, nas relações de poder e na hierarquia social, econômica e política. Sempre que não nos colocamos em sintonia com o projeto de Jesus e não colocamos o amor como o critério último das nossas vidas, podemos nos equivocar na compreensão do Evangelho e buscar interpretações que existem muito mais para legitimar os nossos interesses do que para nos conduzir à verdade e ao Reino.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

FIQUE DE OLHO!


CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Com o tema: Fraternidade e a Saúde Pública e o lema: "Que a saúde se difunda sobre a Terra" (Eclo 38,8), a campanha de 2012 quer refletir sobre a realidade da saúde no Brasil, em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos doentes e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde.

A PALAVRA DE DEUS NA VIDA


Reflexão - Mc 9, 14-29

Todos nós queremos dar soluções rápidas para todos os problemas e, por isso, podemos ser surpreendidos porque não conseguimos revolvê-los de forma satisfatória ou eles voltam a acontecer. Isso acontece principalmente porque não paramos para refletir sobre o problema e não buscamos todos os meios necessários para a sua superação. Jesus, antes de realizar o exorcismo, conversou com o pai da criança e exigiu dele uma postura de fé. Depois, chamou a atenção dos discípulos sobre a necessidade da oração. Devemos conhecer profundamente os desafios que nos são colocados no trabalho evangelizador e nos preparar em todos os sentidos para a sua superação.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

MEDITANDO A PALAVRA


Quatro idéias dominam hoje a Liturgia da Palavra.

A primeira: a humanidade é pecadora. Claramente e de modo comovente, o Senhor se queixa do seu povo na primeira leitura: “Tu, Jacó, não me invocaste, e tu, Israel, de mim te fatigaste. Com teus pecados, trataste-me como servo, cansando-me com tuas maldades”. Não é esta, caríssimos em Cristo, a nossa situação? Quantas vezes não invocamos o Senhor, isto é, não nos abrimos para ele, vivemos e decidimos como se ele não existisse… Isto, porque somos auto-suficientes, porque, na prática, nos julgamos donos da nossa vida e senhores do nosso próprio destino. “De mim te cansaste” – queixa-se Deus. Será irreal, tal queixa? Será sem razão, tal reclamação? O mundo de hoje aborreceu-se de Deus, cansou-se dele. Pronto! Simplesmente virou-lhe as costas… E nós, na nossa existência, quantas vezes já não fizemos isto?

Caríssimos, se a Palavra tem insistido em nos mostrar nossos pecados, nossas lepras, nossas infidelidades, não é para nos deprimir ou humilhar inutilmente. É para que tomemos consciência de nossa situação de infidelidade e, arrependidos, voltemo-nos para o Senhor, que é bom, que enche nosso coração, que salva a nossa vida da falta de sentido e da morte eterna. Vivemos tanto mergulhados numa humanidade orgulhosa de si mesma, consigo mesma satisfeita, que corremos o grave risco de nem mais perceber que somos pecadores e infiéis. Tudo vai parecendo normal, lícito, aceitável, tudo tem uma desculpa psicológica, tudo vai sendo colocado na conta do inconsciente e no direito de ser feliz e não se reprimir… Esse discurso, essa conversa não serve para um cristão! Olhemo-nos à luz da Palavra de Deus, avaliemos nossa vida com os olhos e o coração fixos na cruz, que nos revela até onde Deus nos ama e nos leva a sério e, então, veremos que não amamos a Deus o bastante, que não lhe demos tudo, como ele tudo nos deu em Jesus; veremos que somos egoístas, incoerentes, presos pelas paixões, lentos para crer, tardos para nos abandonar nas mãos do Senhor. Então, diremos: Senhor, sou pecador! Piedade de mim!

E aqui nos deparamos com a segunda idéia deste Domingo: Deus é carinho, é misericórdia, é vontade e desejo de nos perdoar. Basta que nos reconheçamos pecadores, basta que lhe estendamos as mãos e ele está disposto a apagar os pecados que mancham nosso passado. Ouvi que palavras comoventes, que declaração de amor o Senhor nos faz: “Não relembreis coisas passadas, não olheis para fatos antigos. Eis que eu farei coisas novas! Sou eu, eu mesmo, que cancelo tuas culpas por minha causa e já não me lembrarei de teus pecados!”. Eis como o Senhor age conosco: desde que nos reconheçamos pecadores e lhe imploremos o perdão, ele nos perdoa! Se formos cínicos, se dissermos: “Não tenho pecado”, ficaremos sem o perdão; mas, se, humildemente, reconhecermos o que somos, pecadores, o Senhor inclina-se para nós com o bálsamo do seu perdão. Notai bem: Deus não desculpa o nosso pecado; ele o perdoa! Tem diferença? Muita! Qual? Ei-la: desculpar seria fazer de conta que não pecamos, seria passar a mão na nossa cabeça. Primeiro, seria uma falta de verdade, um mascaramento da nossa realidade. Depois, seria nos desvalorizar, não acreditar que somos capazes de nos superar, de caminhar para o melhor, de crescer sempre mais em direção a uma plenitude, a uma maior humanização. Quanto ao perdão, é diferente da desculpa, é de Deus: perdoar é dizer: Você errou, mas eu continuo acreditando em você; dou-lhe a oportunidade de melhorar, de crescer de ser mais maduro, ser mais livre em relação às suas incoerências; eu perdôo porque espero muito de você e sei que você poderá crescer! Eis aqui, caríssimos, o modo de agir de Deus: ele perdoa, ele é perdão. É assim também que ele espera que façamos com os outros. De modo particular, assim os pais deveriam fazer com seus filhos…

Agora, sim, podemos entrar na terceira idéia deste hoje. É em Cristo – e somente em Cristo – que podermos ver toda gravidade do nosso pecado e toda força do perdão de Deus. Na segunda leitura, São Paulo nos disse que “o Filho de Deus, Jesus Cristo, nunca foi ‘sim-e-não’, mas somente ‘sim’. Com efeito, é nele que todas as promessas de Deus têm o seu ‘sim’ garantido”. Caríssimos, que idéia tão profunda! Tudo quanto Deus preparou e prometeu no Antigo Testamento encontra sua realização plena em Cristo morto e ressuscitado! Contemplemos Jesus, cravemos os olhos na sua cruz! Aí veremos o quanto somos pecadores, aí compreendemos o quanto nosso pecado é grave, o quanto nossa infidelidade fere o coração de Deus! O homem nunca descobrirá a gravidade do pecado se não olhar para a cruz, fruto do pecado meu e do mundo! Mas, também na cruz, todas as promessas de amor de Deus encontram seu “sim”, sua verdade, sua confirmação! A cruz nos mostra a dimensão da gravidade do pecado, mas nos revela simultaneamente, a profundidade e magnitude da misericórdia de Deus. Na cruz, Deus não esqueceu nosso pecado; antes, mostrou sua gravidade – tão grande a ponto de provocar a morte do Senhor! Mas, também na cruz, o Senhor mostra toda a seriedade do seu amor, do seu perdão e da sua misericórdia. Se o Senhor Jesus disse hoje ao paralítico: “Filho, tem confiança, teus pecados te são perdoados”, é porque estava disposto a morrer por ele, para que ele tivesse o perdão e, curado, pudesse caminhar, caminhar na vida, caminhar para Deus! Eis, portanto: na cruz, Cristo, o “Sim” do Pai para nós, torna-se também nosso “sim” ao Pai, desde que, unidos a ele, nos deixemos por ele curar, por ele perdoar, como o paralítico do Evangelho de hoje.

Finalmente, a quarta idéia que a Palavra nos apresenta. Por que Jesus curou o paralítico? Que diz o Evangelho? Escutai: “Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico…” É surpreendente: é pela fé dos homens que carregavam o paralítico que Jesus vai perdoar e curar! Eis o mistério da comunhão dos santos! Nós somos fruto não somente da cruz do Senhor, mas também da oração e da santidade de tantos irmãos que formam a Igreja do Senhor! Por isso, podemos dizer: “Senhor, não olhes os meus pecados, mas a fé da tua Igreja!” Quando fraquejamos, quando estamos em crise, é a fé da Igreja, é a santidade e a força de tantos irmãos que, misteriosamente, na comunhão dos santos, nos mantêm! – Obrigado, Jesus, por sermos membros do teu Corpo, que é a Igreja! Obrigado porque nesse Corpo encontramos o perdão e a paz, nesse Corpo encontramos a força para nos levantarmos do pecado que nos paraliza!

Eis, caríssimos as lições que o Senhor hoje nos dá! Saberemos aproveitá-las? Saberemos vivê-las? Que o Senhor no-lo conceda pela sua graça. Amém.

Dom Henrique Soares

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A PALAVRA DE DEUS NA VIDA


Reflexão - Mc 9, 2-13

A transfiguração nos mostra que Jesus, verdadeiro homem, vive todas as dimensões da existência humana, ou seja, da glória até o sofrimento e a morte. No alto do Monte Tabor, a sua glória torna-se manifesta, porém Jesus está diante de Moisés e Elias, ou seja, diante de todas as profecias que foram feitas em relação a ele, principalmente as que se referem à sua morte e ressurreição. E Jesus nos mostra que a verdadeira realização humana encontra-se em fazer a vontade de Deus, ou seja, amar até o fim. A morte de cruz foi colocada pelos homens como condição para que Jesus amasse até o fim, e Jesus não fugiu do seu compromisso, nos mostrando que é perfeitamente possível cumprir a vontade do Pai até o fim.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Engana-se quem pretende abalar o Papa!

Reproduzimos a nota do padre Federico Lombardi, SJ, sobre o vazamento de documentos que pretenderiam “criar confusão e desconcerto e facilitar uma visão negativa do Vaticano”. A nota, difundida nesta segunda-feira pela Rádio Vaticano, define a história de um suposto complô contra Bento XVI como “um delírio, uma loucura”, que “não merece ser levada a sério”.

Hoje precisamos de nervos de aço, porque ninguém mais pode se assombrar com nada. A administração dos Estados Unidos teve seu wikileaks, e agora o Vaticano sofre seus próprios leaks, ou vazamentos de documentos que pretendem criar confusão e desconcerto e facilitar uma visão negativa do Vaticano, do governo da Igreja e, mais amplamente, da Igreja como tal.
É preciso ter calma e sangue frio, além de muito uso da razão, coisa que nem todos os meios de comunicação tendem a fazer. Trata-se de documentos de natureza e peso diversos, nascidos em tempos e situações diversas: alguns são discussões sobre a melhor gestão econômica de uma instituição com muitas atividades materiais como é o governo da Santa Sé; outros são notas sobre questões jurídicas e normativas em fase de discussão e sobre as quais é normal que haja opiniões diversas; outros são memoriais delirantes que ninguém com a cabeça no lugar considerou sérios, como um recente documento a respeito de um complô contra a vida do papa.
Uma informação séria deveria saber distinguir as questões e compreender o seu diferente significado. É obvio que as atividades econômicas devem ser geridas sabiamente e com rigor; é claro que o IOR e as atividades financeiras devem integrar-se corretamente com as normas internacionais contra a lavagem de dinheiro. Estas são, evidentemente, as ordens do Papa. Por outro lado, é evidente que a história do complô contra o Papa, como afirmei imediatamente, é um delírio, uma loucura, e não merece ser levada a sério. É claro que há algo de triste no fato de filtrarem com deslealdade documentos do interior para o exterior a fim de criar confusão. Existe responsabilidade de uma parte e também da outra. Em particular da parte que proporciona esse tipo de documentos, mas também de quem se ocupa em usá-los para fins que não são, certamente, o amor pela verdade. Devemos resistir e não nos deixar absorver pelo abismo da confusão, que é o que os mal-intencionados desejam. Devemos permanecer capazes de raciocinar.
Em certo sentido, e esta é uma antiga observação da sabedoria humana e espiritual, a existência de ataques mais fortes é sinal de que algo importante está em jogo.
Diante da grande série de ataques contra a Igreja, devidos ao tema dos abusos sexuais, a resposta foi um empenho sério e profundo de renovação visível. Não foi uma resposta de curto alcance, mas de purificação e renovação. Agora assumimos a situação e implementamos uma forte estratégia de tratamento, renovação e prevenção para o bem de toda a sociedade. Ao mesmo tempo, é sabido que está em curso um empenho sério para garantir uma verdadeira transparência do funcionamento das instituições vaticanas também do ponto de vista econômico. Foram publicadas novas normas. Foram abertos canais de relações internacionais para este controle. Agora, vários dos documentos recentemente difundidos tendem a desacreditar todo este empenho. Paradoxalmente, esta é mais uma razão para prosseguirmos com decisão sem nos deixar impressionar. Se tantos atacam, é porque o assunto é importante. Engana-se quem pretende abalar o Papa e os seus colaboradores neste empenho.
Quanto às supostas lutas pelo poder em face do próximo conclave, convido todos a observarem que os pontífices eleitos neste século foram personalidades de altíssimo e indiscutível valor espiritual. É claro que os cardeais procuraram e procuram eleger quem mereça o respeito do povo de Deus e possa servir à humanidade do nosso tempo com grande autoridade moral e espiritual. A leitura em perspectiva de lutas internas pelo poder depende em grande medida da tosca moralidade dos que a provocam e dos que a fazem, os quais, frequentemente, são incapazes de ver outra coisa. Quem crê em Jesus Cristo sabe que, à margem do que se diz ou se escreve hoje nos jornais, as verdadeiras preocupações dos responsáveis pela Igreja se voltam aos problemas graves da humanidade de hoje e de amanhã. Não é em vão que acreditamos e falamos da assistência do Espírito Santo.
Fonte: Zenit