domingo, 27 de maio de 2012

LITURGIA DIÁRIA


Primeira leitura - At 2,1-11
Segunda leitura - 1Cor 12,3b-7.12-13
Salmo - Sl 103
Evangelho - Jo 20,19-23

É PELO ESPÍRITO SANTO QUE NASCEMOS PARA DEUS

A Ressurreição do Senhor é o centro de tudo o que podemos celebrar, é o centro da nossa fé, o começo e o fim da nossa existência. Se falarmos do nascimento de Jesus, estaremos já nos preparando para o momento da Ressurreição. Se mencionarmos Sua morte, será para aderirmos à Sua Ressurreição. Da Encarnação à Ressurreição, o mistério é o mesmo. É preciso abertura de coração para acolhê-lo e vivê-lo na fé.
O evangelista João inicia sua narrativa expondo a situação da comunidade: “Ao anoitecer, do primeiro dia da semana, estando trancadas as portas do lugar onde se encontravam os discípulos…”. Ele realça a situação de insegurança própria de quem perde as referências e não sabe mais a quem recorrer.
“Jesus aparece e se coloca no meio deles”. Os discípulos ficaram contentes ao ver o Senhor e recuperam a paz e a confiança. Eles redescobriram o Mestre como centro de referência. D’Ele receberam as coordenadas que os levaram a superar o medo e a incerteza. Diante dos “sinais de Suas mãos e do lado”, que evocam o amor total expresso na cruz, os discípulos sentem que nem o sofrimento, nem a morte ou a violência do mundo poderão detê-los.
Jesus prossegue: “Como o Pai me enviou, assim também envio vocês”. Vivificados pelo sopro do Espírito Santo, os discípulos constituem a comunidade da Nova Aliança e são enviados a testemunhar ao mundo, em gestos e palavras, a vida que o Pai deseja oferecer a toda a humanidade. Assim, quem aceitar a proposta do perdão dos pecados será integrado na comunidade de Cristo que, animada pelo Espírito Santo, será mediadora da oferta do amor misericordioso do Pai.
A nova comunidade, por palavras e ações, tem a missão de criar condições para que o Espírito seja acolhido pelos corações humanos. Assim, gerada do sopro do Espírito do Ressuscitado, ela se transformará numa comunidade reconciliadora e testemunha do amor gratuito e generoso do Pai.
É bom lembrar que na celebração do Pentecostes cumpre-se a promessa de Jesus aos discípulos: “O Advogado, que eu mandarei para vocês de junto do Pai, é o Espírito da Verdade que procede do Pai. Quando ele vier, dará testemunho de mim e vocês também darão testemunho de mim” (15, 26-27a).
Reconhecer essa presença de Deus, que se fez um conosco, nos impulsiona a testemunhar e, testemunhando, anunciar que Ele esteve morto, mas agora vive. O Espírito Santo nos é oferecido para que vivamos, no hoje da nossa história, a alegria plena pela certeza de que já fomos salvos pelo Cristo de Deus.
Para nós cristãos, Pentecostes é a plenitude da Páscoa e o dia do nascimento da Igreja com a missão de dar continuidade à obra do Ressuscitado no curso dos séculos, animada pelo dom do Espírito enviado sobre as comunidades pelo Pai e pelo Filho glorificado.
À luz de Pentecostes, o anúncio do Evangelho consistirá sempre numa proposta de vida, vivida na reciprocidade, na escuta e na busca sincera da verdade que abre horizontes ao diálogo, respeitoso e amigo, com cada pessoa e cada povo. Com a presença do Espírito Santo, o mundo inteiro é renovado!
Quanto mistério nos envolve! Quanta presença de Deus nos foi manifestada durante esses dias jubilosos! É da Cruz que nasce a Igreja. Do lado aberto do Senhor somos todos purificados, mas é do Espírito que o Pai nos envia, que temos força, coragem e entusiasmo para testemunhar este grandioso mistério.
É Pentecostes o novo marco da nossa história pessoal e eclesial. É pelo Espírito Santo que nascemos para Deus. Por Ele somos configurados ao Senhor e nos empenhamos no caminho da virtude. É o Espírito que, como dom do Pai, transforma nossa tristeza em perfeita alegria, que nos oferece a vitória por meio da cruz. “Se com Ele morremos, com Ele ressuscitaremos”.
Hoje, somos como Maria, aquela que acolhe o anúncio e, imediatamente, se coloca a serviço de quem necessita do nosso auxílio. Somos iguais a Maria Madalena, cujo coração foi transformado pelo amor do seu Senhor para, no amor d’Ele, transformar em alegria a tristeza de nossos irmãos.
Somos Isabel, geradora de vida mesmo na velhice, quando nosso coração se abre para acolher a novidade da salvação que nos é oferecia. Somos ainda Zacarias, mergulhado num profundo e misterioso silêncio para compreender a realidade visível de um Deus invisível. Somos, por fim, Igreja viva, sustentada e orientada pela ação do Espírito de Deus.
O dom do Pai, que vai nos transformar e testemunhar que Cristo vive entre nós, é a alegria de pertencer ao Corpo Místico de Cristo, que vive e reina para sempre, aquecendo o nosso coração a caminho do novo Emaús, que nos leva a partilhar o pão do céu.
Pela alegria de servir, pelo júbilo de um encontro com Deus, pela certeza de Sua presença transformadora e pelo mergulho da fé no mistério divino, vamos anunciar, pela nossa vida, que Cristo ressuscitou e vive entre nós.
Padre Bantu Mendonça


TÍTULOS DE NOSSA SENHORA

                                         NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

O ano de 1830 ficou marcado pela manifestação da Imaculada Virgem Maria que, do Céu veio trazer-nos o seu retrato da Medalha bendita, à qual por causa dos seus prodígios e milagres, o povo cristão deu o título de Milagrosa.
Não é a Medalha Milagrosa como muitas que se tem inventado para representar os títulos e invocações de Maria Santíssima, medalhas dignas de respeito e veneração pelo que representam, mas que não tem origem mais do que o gosto do artista que as fabricou, ou o fervor do Santo que as divulgou.
Não assim a Medalha Milagrosa; ela é um rico presente que Maria Imaculada quis oferecer ao mundo no século XIX, como penhor dos seus carinhos e bênçãos maternais, como instrumento de milagres e como meio, de preparação para a definição dogmática de 1854.
Foi na comunidade das Filhas da Caridade, fundada por São Vicente de Paulo, que a Santíssima Virgem escolheu a confidente dos seus desígnios, para recompensar de certo a devoção que o Santo sempre teve à Imaculada Conceição de Nossa Senhora, e que deixou por herança aos seus filhos e filhas espirituais.
Chamava-se ela Catarina Labouré. Nasceu a 2 de maio de 1806, na Côte d'Or, em França, e aos 20 anos de idade tomou o hábito das Filhas da Caridade. Noviça ainda,muito humilde, inocente e unida com Deus, era ternamente devota à Santíssima Virgem, a quem escolhera por Mãe desde que em pequenina ficara órfã, ardia em contínuos desejos de a ver e instava com o seu Anjo da Guarda para que lhe alcançasse este favor. Não foi baldada a sua esperança; entre outras, foi bem célebre a aparição de 18 para 19 de julho de 1830, em que Nossa Senhora a chamou à Capela, e com a irmã se dignou conversar por algumas horas, anunciando-lhe o que em breve aconteceria, enchendo-a de carinhos e consolações.
Mas a mais importante das aparições foi a do dia 27 de novembro de 1830, sábado antes do primeiro domingo do Advento. Neste dia, estando a venerável irmã na oração da tarde, nessa Capela da Comunidade, rua du Bac, Paris, a Rainha do Céu se lhe mostrou, primeiro, junto do arco cruzeiro, do lado da epístola, onde hoje está o altar " Virgo Potens", e depois por detrás do Sacrário, no altar-mor. "A Virgem Santíssima, diz a irmã, estava de pé sobre um globo, vestida de branco, com o feitio que se diz à Virgem, isto é, subido e com mangas justas; véu branco a cobrir-lhe a cabeça, manto azul prateado que lhe descia até aos pés; o cabelo em tranças, seguro por uma fita debruada de pequena renda, sobre ele pousava, o rosto bem descoberto de uma formosura indescritível. As mãos, elevadas até à cinta, sustentavam outro globo, figura do mundo, rematado por uma cruzinha de ouro; a Senhora toda rodeada de tal esplendor que era impossível fixá-la; o rosto iluminou-se-lhe de radiante claridade no momento em que com os olhos levantados para o céu, oferecia ao Senhor esse globo".
"De repente os dedos cobriram-se de anéis e pedrarias preciosas de extraordinária beleza, de onde se desprendiam raios luminosos para todos os lados, envolvendo a Senhora em tal esplendor que já se lhe não via a túnica nem os pés. As pedras preciosas eram maiores umas, menores outras e proporcionais eram também os raios luminosos".
"O que então experimentei e aprendi naquele momento é impossível explicar".
"Como estivesse ocupada em contemplá-la, a Virgem Santíssima baixou para mim os olhos, e uma voz interIor me disse no íntimo do coração: ' Este globo que vês representa o mundo inteiro e em especial a França e cada pessoa em particular'. Aqui não sei exprimir o que descobri de beleza e brilho nos raios tão resplandecentes. A Santíssima Virgem acrescentou: 'Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mas pedem'."
" Desapareceu então o globo que tinha nas mãos; e como se estas não pudessem com o peso das graças, os braços se abaixaram e se abriram na atitude graciosa reproduzida na Medalha".
"Formou-se então em torno da Virgem, um quadro um pouco oval onde em letras deouro se liam estas palavras: 'Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós'. Fez-se ouvir então uma voz que me dizia: 'Manda cunhar uma Medalha por este modelo; as pessoas que a trouxerem indulgenciada, receberão grandes graças, mormente se a trouxerem ao pescoço; hão de ser abundantes as graças para as pessoas que a trouxerem com confiança' ."
No mesmo instante o quadro pareceu voltar-se e a irmã viu no reverso a letra "M" encimada por uma cruz, tendo um traço na base e por baixo do monograma de Maria os dois corações de Jesus e de Maria, o primeiro cercado por uma coroa de espinhos, o segundo atravessado por uma espada; e segundo tradução oral comunicada pela vidente, uma coroa de doze estrelas a cercar o monograma de Maria e os corações. Também a mesma irmã disse depois, que a Santíssima Virgem Maria calcava aos pés uma serpente de cor esverdeada com pinturas amarelas.
Passaram-se dois anos sem que os superiores eclesiásticos decidissem o que havia de Fazer-se; até que, depois do inquérito canônico, se cunhou a Medalha por ordem e com aprovação do Arcebispo de Paris, Monsenhor Quélen. Para logo, começou a espalhar-se com muita rapidez a devoção pelo mundo inteiro, acompanhada sempre de prodígios e milagres extraordinários, reanimando a fé quase extinta em muitos corações, produzindo notável restauração dos bons costumes e da virtude, sarando os corpos e convertendo as almas. Entre outros prodígios é célebre a conversão do judeu Afonso Ratisbonne, acontecida depois da visão que ele teve na Igreja de Santo Andrea delle Frate, em Roma, em que a Santíssima Virgem lhe apareceu como se representa na Medalha Milagrosa.
O primeiro a aprovar e abençoar a Medalha foi o Papa Gregório XVI, confiando-se à proteção dela e conservando-a junto de seu crucifixo. Pio IX,, seu sucessor, o Pontíficie da Imaculada, gostava de a dar como prenda particular da sua benevolência pontífica. Não admira que, com tão alta proteção e à vista de tantos prodígios, se propagasse rapidamente. Só no espaço de quatro anos, de 1832 a 1836, a firma Vechette, incumbida de a cunhar, produziu dois milhões delas em ouro e prata e dezoito milhões em cobre.
Graças a esta difusão prodigiosa, foi-se radicando mais e melhor no povo cristão a crença na Imaculada Conceição de Maria e a devoção para com tão excelsa Senhora; assim se preparou essa apoteose sublime da definição dogmática de 1854, que a Virgem Santíssima veio como que confirmar e agradecer em Lourdes em 1858, coroando assim a aparição de 1830.
Em outras aparições subseqüentes a Santíssima Virgem falou a Catarina de Labouré da fundação de uma Associação das Filhas de Maria que depois o Papa Pio IX aprovou a 20 de junho de 1847, enriquecendo-a com as indulgências da Prima-primária. Espalhou-se pelo mundo inteiro e conta hoje com mais de 150.000 associadas. Leão XIII a 23 de junho de 1894 instituiu a Festa da Medalha Milagrosa; a 2 de Março de 1897 encarregou o Cardeal Richard, Arcebispo de Paris, de coroar em seu nome a estátua da Imaculada Virgem Milagrosa que está no altar-mor da Capela da Aparição, o que se fez a 26 de julho do mesmo ano.
 Pio X não esqueceu a Medalha Milagrosa no ano jubilar; a 6 de junho de 1904 concedeu 100 dias de indulgência de cada vez que se diga a invocação: "Ó Maria concebida sem pecado, etc", a todos quantos tenham recebido canonicamente a Santa Medalha; a 8 de julho de 1909 instituiu a Associação da Medalha Milagrosa com todas as indulgências e privilégios do Escapulário azul. Bento XV e Pio XI encheram a Medalha e a Associação de novas graças e favores.

sábado, 26 de maio de 2012

SANTO DO DIA

                                                          SÃO FILIPE NERI


                                     O "santo da alegria" nasceu em Florença, Itália, no ano de 1515.

Depois de ficar órfão, recebeu um convite de seu tio para que se dedicasse aos negócios. Mas, tendo vida de oração e discernimento, ele percebeu que Deus o chamava a um outro negócio: expressar com a vida a caridade de Cristo.

Néri foi estudar em Roma. Estudou Filosofia e Teologia, deixando-se conduzir e formar pelo Espírito Santo e, mesmo antes de ser padre, visitava os lugares mais pobres de Roma. Formou uma associação para cuidar dos doentes pobres.

São Filipe disse sim para a glória de Deus e iniciou a bela obra do Oratório do Divino Amor, dedicando-se aos jovens e testemunhando sua alegria. Vivia da Divina Providência, indo aos lares dos ricos pedir pelos pobres.

Homem de oração, penitência e adoração, São Filipe Néri partiu para o céu com 80 anos, deixando para nós esse testemunho: renunciar a si mesmo, tomar a cruz a cada dia e seguir Jesus é uma alegria.

São Filipe Néri, rogai por nós!

TÍTULOS DE NOSSA SENHORA

                                                         VIRGEM DOS POBRES

A primeira tentação que nos sobrem diante de tão sublime invocação de Maria, como Mãe de todos os Pobres, determo-nos somente no redutor significado da pobreza como uma condição econômica e social desfavorável. Mas a pobreza, na espiritualidade bíblica, atinge uma amplitude de conotações tão vasta, que atinge todos os homens de boa vontade, cuja atitude interior da alma manifesta uma disposição de suprema humildade, justiça, temor de Deus, obediência, serviço, mansidão na provação, sacrifício de si mesmo até‚ ao aniquilamento por amor ao outro... São os "Pobres de Javé", cujo clamor sobe aos ouvidos de Deus e que ressoa na literatura sapiencial e nos salmos.
Com os Profetas, o vocabulário da pobreza adquire um matiz moral e escatológico: os pobres, pequenos e humildes, oprimidos, fracos, indigentes, aqueles que se consideram pouca coisa, são eles os primeiros destinatários e herdeiros da redenção prometida. O Messias, também Ele, um Pobre de Deus, é enviado e ungido para "anunciar a Boa Nova aos pobres, curar os quebrantados de coração, proclamar a liberdade aos cativos, a libertação aos que estão presos... restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor" (Is 61,1; Lc 4, 18).
Submissos … vontade divina, os Pobres de Deus, constituem assim, um Resto de um povo humilde e simples que o Messias reunir de todas as nações e os colocar como uma luz para todos os homens. Despojados de toda vanglória, prestígio e sabedoria humana, e conscientes da sua indigência de méritos pessoais, serão eles as testemunhas verazes do socorro sempre presente do Pobre dos Pobres, que a todos enriquece.
Para eles é a bênção proclamada no cimo da Montanha: "Bem-aventurados os pobres em espírito... os mansos... os aflitos... os que têm sede e fome de justiça... os puros de coração... os que promovem a paz... os que são perseguidos por causa da justiça... quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque ser grande a vossa recompensa nos céus..." (Mt 5. 2ss).
Neste contexto de pobreza que vive Maria, a Pobre de Nazaré. Os evangelistas pouco falam Dela. E tudo o que sabem sobre esses 30 anos escondidos da vida quotidiana da Família de Nazaré, o escutaram provavelmente da sua boca. Que comentam? Os feitos extraordinários de uma Mulher extraordin ria, da qual fala veladamente toda a Escritura? Não! A Mãe falou-lhes do Filho!
 As paredes da casinha de Nazaré são testemunhas silenciosas da visita do Todo Poderoso a uma jovem que passava incógnita entre todas as jovens do seu tempo. Uma vida normal de uma moça do campo, interrompida pela eleição … qual ansiavam todas as jovens de Israel: "Eis que a jovem concebeu e dar … luz um filho e por-lhe- o nome de Emanuel" (Is 7,14). Diante da eleição divina, a Serva considera-se pouca coisa e sem méritos. Não se ensoberbece, mas se humilha como quem não tem direitos sobre si mesma, sobre a sua vontade.
Diante do fecundo sinal da maternidade de Isabel, a Mãe do Salvador do Mundo não se exalta, mas proclama as maravilhas do Todo Poderoso, que "olhou para a humilhação de sua serva". É o Maravilhoso que faz maravilhas em favor do seu povo, conforme tinha prometido. Também com admiração escuta as profecias de Simeão e Ana. É sem compreender que guarda as palavras do Seu Filho no encontro no Templo. Nas bodas de Canã , a Escrava do Senhor, Mulher escondida, revela-se como a grande intercessora de todos os pobres em Espírito: "Não têm vinho". Não têm o Espírito, não têm Alegria, não têm Vida. A Serva do mundo intercedia pelos pobres do mundo.
Aos pés da Cruz, com a inteireza e mansidão de Mulher, provada pelo sofrimento compartilhado com Seu Filho, renuncia livremente ao Bem mais alto que tinha recebido e oferece o Cordeiro sem mancha, em libação pelos pecados dos filhos pecadores que recebe do Santo Crucificado.
Despojada de tudo e de si mesma, pobre, humilde, sempre disponível a fazer a vontade de Deus, não tendo nada, mas possuindo o Tudo, Maria ê dignamente aclamada como SANTA MARIA DOS POBRES.
A Bem-aventurada Virgem de Nazaré, Mãe de Deus e nossa Mãe, Senhora do Mundo e dos Céus, continua hoje, junto de Deus, intercedendo pelos filhos seus que ainda choram neste vale de lágrimas. A POBRE DE NAZARÉ é VERDADEIRAMENTE SANTA MARIA DOS POBRES.

LITURGIA DIÁRIA


Branco. Sábado da 7ª Semana da Páscoa
S. Filipe Néri, presbítero, memória
1ª Leitura - At 28,16-20.30-31
Salmo - Sl 10, 4. 5.7 (R. Cf. 7b)
Evangelho - Jo 21,20-25

Reflexão

O testemunho dos discípulos de Jesus é sempre verdadeiro, uma vez que, assistidos pelo Espírito Santo, que nos revela a plenitude da verdade, realizam a sua missão. E esse testemunho deve ser de tal modo que convença todas as pessoas a respeito de Jesus, caminho, verdade e vida, e as leve a dar a ele uma resposta positiva de adesão ao seu projeto de amor para se tornarem, conosco, verdadeiras testemunhas dele e operários do seu projeto. Assim, cada vez mais o Reino cresce no meio de nós, o mundo é transformado de acordo com os valores pregados por Jesus, e as obras dele continuam acontecendo.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

CORRIDA DE RUA VAI MARCAR CONTAGEM REGRESSIVA PARA A JMJ RIO 2013


Uma corrida de rua que vai acontecer no dia 22 de julho  em todas as dioceses do Brasil marcando a largada para a contagem regressiva de um ano para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Esse é o Bote Fé na Vida, uma iniciativa da Igreja do Brasil que visa integrar esportes e evangelização.
O lançamento do Bote Fé na Vida aconteceu neste domingo, 20 de maio, durante o Seminário Nacional de Jovens Comunicadores, em Brasília, com a participação do triatleta Diego Ciarrocchi, que vai participar da organização do evento. Ele lembrou que a corrida é a segunda atividade esportiva mais praticada no Brasil e anunciou que esse será apenas o primeiro evento, pois outros esportes também serão contemplados posteriormente.
As inscrições serão descentralizadas, feitas em cada diocese. Para as dioceses se organizarem, foi preparada uma sessão especial no site Jovens Conectados com várias dicas. O conteúdo pode ser acessado neste link.

PATRONOS DA JMJ RIO2013 SERÃO ANUNCIADOS NESTE DOMINGO


No próximo dia 27 de maio, jovens do mundo inteiro conhecerão os nomes dos santos e beatos que serão os patronos e intercessores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013. O lançamento será no Santuário da Penha. É esperado um público entre 5 e 10 mil pessoas.
O evento tem início com a oração do terço a partir das 14h na Igreja do Bom Jesus da Penha (Av. Brás de Pina, 181), de onde sairá a procissão até o Santuário da Penha (Largo da Penha, 19). A cerimônia de lançamento dos intercessores e patronos da JMJ está prevista para as 16h.
Os nomes serão divulgados após a Missa de Pentecostes, que acontecerá na Concha Acústica do Santuário. A celebração será presidida pelo presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013 e arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, seguida da tradicional coroação da imagem de Nossa Senhora da Penha. A missa marcará também o encerramento do Mês Mariano na Arquidiocese do Rio.
Em seguida o arcebispo, Dom Orani, subirá a escadaria junto à procissão, com o andor de Nossa Senhora da Penha. Ao longo do percurso, nos degraus, grupos de jovens estarão segurando estandartes com as imagens dos intercessores em 13 pontos.
A apresentação dos patronos será no topo da escadaria da Penha. Os estandartes com as imagens estarão presos na fachada da Igreja da Penha e no momento em que forem anunciados serão revelados.

DIOCESE DE CAICÓ PROMOVERÁ ENCONTRO PARA LÍDERES JOVENS.


A Diocese de Caicó, situada na região do Seridó, interior do Rio Grande do Norte, promoverá de 25 a 26 de maio, o Encontro para Líderes Jovens nas suas diversas espiritualidades. O Encontro terá como objetivo  proporcionar uma integração de jovens líderes que participam de várias expressões da juventude diocesana. Na oportunidade serão trabalhados temas como: "O Jovem e Jesus Cristo", "o Jovem e a Igreja" e "o Jovem e a Sociedade". Cada paróquia deverá enviar um coordenador de cada espiritualidade pertencente à comunidade. Maiores informações ligar para o (84) 34212125.

PAPA CONCEDERÁ INDULGÊNCIA AOS PARTICIPANTES DO ENCONTRO EM MILÃO


O Papa Bento XVI concederá o dom da Indulgência aos fiéis por ocasião do 7º Encontro Mundial das Famílias, que será realizado em Milão, na Itália, entre os dias 30 de maio a 3 de junho de 2012.
O decreto divulgado nesta sexta-feira, 25, explica que a Indulgência plenária será concedida aos fiéis que participarem do sacramento da confissão, da comunhão e da oração segundo as intenções do Santo Padre e ainda “com o espírito desapegado de qualquer pecado, devotamente participem de qualquer atividade durante este Encontro Mundial das Famílias, incluindo sua solene conclusão”.
“Os fiéis impossibilitados de participar de tal evento poderão conseguir a Indulgência Plenária, sob as mesmas condições, se unidos espiritualmente aos fiéis presentes em Milão, rezarem em família o ‘Pai Nosso’, o ‘Credo’ e outras devotas orações para invocar a Divina Misericórdia”, particularmente quando as palavras do Pontífice forem transmitidas pela televisão e pelo rádio, esclarece o decreto.
Concede-se, ainda, a Indulgência parcial aos fiéis que, de alguma maneira, com o coração arrependido, durante os dias do encontro, rezarem para o bem das famílias.
O tema deste 7º Encontro Mundial das Famílias é “A família, o trabalho e a festa”, e tem intenção de mostrar como conciliar as exigências da família com as do trabalho e com os dias de festa, especialmente os domingos, Páscoa semanal, dia do Senhor e dia do homem, dia da família e da comunidade.

TÍTULOS DE NOSSA SENHORA


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           No século XV a Espanha fazia esforços para expulsar os mouros de Granada, seu último bastião ibérico. Na época dos reis católicos Fernando e D. Isabel, São Francisco de Paula enviou os frades penitentes: Padre Bernardino da Cropalati e Padre Giacomo L' Espervier para acalmarem os temores dos reis quanto a invasão muçulmana. Três dias após a chegada dos dois missionários, os mouros foram derrotados. Isto ocorreu em 18 de agosto de 1487, e em gratidão ao obtido, os reis mandaram erguer uma Igreja com o nome de Nossa Senhora da Vitória, no lugar onde estivera a tenda real na época das batalhas. 
Assim, os religiosos desta ordem na Espanha, foram chamados de Frades da Vitória. Seguindo a mesma idéia, o então Vigário - Pe. Carlos Gomez, da Igreja São Francisco de Paula, na Barra da Tijuca, em 1991, sugeriu o nome de Nossa Senhora da Vitória a récem erguida Paróquia no Alfa-Barra, a qual foi um desmembramento de sua Igreja. Desde então, a nova Paróquia ficou sob a responsabilidade do Pe. Joel Amado.
 Foi declarada padroeira da Málaga pelo Papa Pio IX em 12 de dezembro de 1867 e foi coroada cononicamente em 8 de fevereiro de 1943. Sua festa é celebrada no dia 8 de setembro. Outros festejam no dia 15 de agosto.
A invocação de Nossa Senhora da Vitória já existia em Portugal desde o tempo de Dom João I, quando este rei, grato à Virgem Maria pela vitória alcançada em Aljubarrota contra os castelhanos, mandara construir um Mosteiro e um Santuário, talvez o mais velho em estilo gótico português, que recebeu o nome de Santa Maria da Vitória, porém é conhecido hoje em dia como “A Batalha”, que é sem dúvida uma das obras primas da arquitetura religiosa lusitana.
     Em 1571, a esquadra cristã conseguiu o estrondoso triunfo contra os turcos na batalha naval de Lepanto, afastando definitivamente do continente europeu o perigo muçulmano, que o ameaçara durante vários séculos. O Papa Pio V então, em sinal de gratidão, deu à Virgem Maria o título de Nossa Senhora da Vitória. Naquela ocasião, o desconhecido Brasil, talvez devido à herança da fé portuguesa, já possuía dois Santuários dedicados a esta devoção: o de Salvador e o da capital do Espírito Santo. A vila de Nossa Senhora da Vitória foi fundada em 1551 pelo donatário Vasco Fernandes Coutinho, em reconhecimento à proteção de Maria Santíssima num combate contra os Índios Goitacases.
Nossa Senhora da Vitória é a mais venerada no Nordeste brasileiro e geralmente em antigas vilas, que datam do inicio da colonização de nosso país. Assim, pois a encontramos no Piauí, na cidade de Oeiras, sua primeira capital, antigamente denominada Vila de Mocha, que nasceu em redor da capela de Nossa Senhora da Vitória em 1697. Em São Luiz do Maranhão, na luta contra os holandeses em 1662, Ela apareceu no outeiro da Cruz, transformando em pólvora a areia branca da estrada, o que permitiu a vitória dos brasileiros contra os flamengos, que fugiram espavoridos. Por isso a Catedral daquela capital é dedicada à Virgem da Vitória e sua estátua aparece no alto do frontão, entre as duas torres cujos sinos badalam há mais de trezentos anos, nas grandes festas maranhenses.
Iconografia:
      Nossa Senhora é representada de pé, com o Menino Jesus no braço esquerdo, segurando com a mão direita a palma, símbolo da vitória. Maria veste uma túnica coberta por um manto enfeitado de desenhos dourados. Sobre o véu usa uma coroa, que aparece também na cabeça de seu Filho.
     A Senhora da Vitória da Igreja de São Francisco de Paula, no Rio de Janeiro, tem na mão direita um estandarte de cetim branco, bordado a ouro.
     Existe ainda a invocação de Nossa Senhora das Vitórias de origem francesa. A Mãe de Deus se apresenta de pé, vestida de uma túnica branca e um manto azul, que lhe envolve o corpo, e segura com as duas mãos o Menino Jesus, de pé sobre o globo terrestre, colocado à direita de Maria. Ambos são coroados.
Fonte: http://www.cademeusanto.com.br                                  

LITURGIA DIÁRIA


Branco. 6ª-feira da 7ª Semana da Páscoa
1ª Leitura - At 25,13b-21
Salmo - Sl 102, 1-2. 11-12. 19-20ab (R. 19a)
Evangelho - Jo 21,15-19

Reflexão

O amor a Jesus é a condição fundamental para que possamos participar da missão evangelizadora da Igreja. Qualquer outra motivação é insuficiente para tal e está fadada ao fracasso. Não é a toa que Jesus pergunta três vezes a Pedro se ele o ama. Isso quer dizer que todos os que querem de fato participar da missão evangelizadora da Igreja devem se questionar constantemente sobre o seu amor a Jesus, renovar este amor a cada dia e buscar formas de aprofundar ainda mais este amor, principalmente através da participação na Eucaristia, leitura e meditação da Palavra, cultivo da vida interior e vivência cada vez maior do amor para com os pobres e necessitados.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

DOIS EVENTOS MUNDIAIS DEFENDEM VALOR DA FAMÍLIA


Prof. Felipe Aquino

 Acontecerá em Madri (Espanha) o "6º Congresso Mundial das Famílias", entre 25 e 27 de maio, e em Milão (Itália) o “7º Encontro Mundial das Famílias”, entre 30 de maio e 3 de junho. Dois eventos de capital importância para a defesa da família natural, como Deus a instituiu, e hoje ameaçada, como dizia João Paulo II.
O Encontro na Itália será precedido por um Congresso Teológico-Pastoral, é católico e terá a presença do Papa Bento XVI;  o Congresso na Espanha terá um conteúdo científico e prático.
Novamente acontece o Encontro do Papa com as famílias em Milão, iniciativa começada pelo Papa Beato João Paulo II, de feliz memória. Nesses Encontros o Papa tem firmado com segurança os valores fundamentais da família diante das ameaças que hoje pairam sobre a família.

Na Carta às Famílias, de 1994, João Paulo II disse que:

"Nos nossos dias, infelizmente, vários programas sustentados por meios muito poderosos parecem apostados na desagregação da família. Às vezes até parece que se procure, de todas as formas possíveis, apresentar como "regulares" e atraentes, conferindo-lhes externas aparências de fascínio, situações que, de fato, são "irregulares".” (CF, 5)
"No contexto da civilização do desfrutamento, a mulher pode tornar-se para o homem um objeto, o filho um obstáculo para os pais, a família uma instituição embaraçante para a liberdade dos membros que a compõem”. (CF, 13)
O Congresso Teológico Pastoral da Família, realizado em 1997 no Rio de Janeiro, com a presença de João Paulo II, disse em seu documento conclusivo "Carta do Rio de Janeiro":

"A família está sob a mira de ataque em muitas nações. Uma ideologia anti-família tem sido promovida por organizações e indivíduos que, muitas vezes, não obedecem princípios democráticos" . (1.1)
"Temos testemunhado uma guerra contra a família, em nível tanto nacional quanto internacional. Nesta década, em Conferências das Nações Unidas, têm sido vistas tentativas para "desconstruir" a família, de forma que o sentido de "casamento", "família" e "maternidade" é agora contestado”(1.2).
O Vaticano estima que na Missa que o Papa Bento XVI celebrará na conclusão do Encontro, em Milão, haverá cerca de um milhão de pessoas.
Estarão presentes o anfitrião do Encontro, o cardeal arcebispo, Angelo Scola; o presidente do Pontifício Conselho para as Famílias; e o Prof. Pierpaolo Donati, autor do livro "Famiglie risorsa della società" (Famílias recurso da sociedade).
Estão previstos 7 mil participantes no Congresso Teológico e depois 50 mil visitantes da Feira Internacional da Família e 300 mil na vigília de oração e dos testemunhos do sábado.
O tema do VII Encontro das Famílias tem o objetivo de reafirmar a relação entre a família e o trabalho e o repouso como componentes da própria existência.
O Prof. Donati, da Universidade de Bolonha, autor de uma pesquisa sobre a realidade da família de hoje, disse que são "o Estado e o mercado que estão destruindo a família". A família "não é um peso, um obstáculo, mas um grande recurso". Ele afirma que as famílias mais numerosas, paradoxalmente são aquelas "mais felizes, mais satisfeitas" e mais confiantes.
O organizador do “VI Congresso Mundial das Famílias”, em Madri, o presidente da plataforma de comunicação de conteúdo católico, Hazte Oir, Ignacio Arsuaga, disse que “é o Encontro mais importante de líderes pró-vida” e que permite alcançar uma dupla meta: "servir de espaço de intercâmbio e coordenação de ações em defesa da vida e da família em âmbito global e, por outro lado, oferecer a formação e a reflexão necessárias para poder defender a família natural como fator chave do progresso da humanidade" (Gaudium Press – 22-05-2012).
Ele explicou que o Congresso de Madri não é apenas católico como o evento de Milão: "nasceu do esforço conjunto de dezenas de grupos, associações e fundações da sociedade civil e de pessoas de distintas confissões". O presidente do Conselho Pontifício para a Família, Cardeal Ennio Antonelli, ministrará uma conferência intitulada "A família natural e a revolução contra a família".
 Pela importância desses dois eventos, é fundamental que acompanhemos seu desenrolar e seus pronunciamentos, especialmente a palavra do Papa em Milão.

ABENÇOADA CRUZ QUE IRÁ CELEBRAR 2 MIL ANOS DA RESSUREIÇÃO DE CRISTO

Papa abençoa cruz que irá percorrer o mundo para celebrar os 2 mil anos da ressurreição de Cristo em 2033
O Papa Bento XVI abençoou, nessa quarta-feira, 23, uma grande cruz de madeira que irá percorrer as capitais do mundo para celebrar os dois mil anos da Ressurreição de Cristo, no ano 2033. A informação foi divulgada ontem no jornal vaticano L'Osservatore Romano.
A cruz mede quatro metros de altura e é um “sinal de gratidão a Deus”.  O símbolo já percorreu a Ucrânia, Polônia, Lituânia, Letônia, Estônia, Finlândia, Noruega, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Islândia, França, Países Baixos, Bélgica, Áustria, Hungria, Eslováquia e República Tcheca.
A iniciativa partiu de um grupo de fiéis ucranianos da localidade de L’viv. De 1918 a 1941 foi uma cidade polonesa e de 1941 a 1944 da Alemanha. Sua passagem à Ucrânia se deu em 1945. Em sua passagem por Roma, a cruz já esteve nas quatro basílicas papais: São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo fora dos Muros. Agora retomará o seu percurso ao redor do mundo inteiro.
L'Osservatore Romano assinala ainda que “esta iniciativa tem um valor ecumênico” como a do Padre Vladimiro Timoshenko, da Paróquia dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, na Rússia, que apresentou ao Papa o ícone de São Olaf para sua bênção. A imagem será colocada na igreja em substituição a um antigo ícone que foi destruído.



BENTO XVI: MISSÃO DA IGREJA É LEVAR O HOMEM A UMA RELAÇÃO COM DEUS


O Papa se encontrou com os participantes da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana.
A racionalidade científica tende a uniformizar o mundo e surge, às vezes de maneira confusa, um singular e crescente questionamento sobre a espiritualidade e o sobrenatural, o que, segundo o Papa Bento XVI, é sinal de uma inquietude que habita no coração do homem que não se abre ao horizonte crescente de Deus.
Ao se encontrar nesta quinta-feira, 24, com os participantes da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana, o Pontífice destacou que a situação de secularismo caracteriza, sobretudo, as sociedades de antiga tradição cristã e corrói aquele tecido cultural capaz de abraçar toda a existência humana.
“O patrimônio espiritual e moral no qual o ocidente aprofunda suas raízes e que constitui sua força vital, hoje não é mais um valor profundo. Isso se reflete na diminuição da prática religiosa. Tantos batizados perderam a identidade e a afiliação, não conhecem os conteúdos essenciais da fé ou pensam ser capazes de cultivá-la sem a mediação eclesial”, ressaltou.
Enquanto muitos olham com dúvida as verdades ensinadas pela Igreja, outros reduzem o Reino de Deus a alguns grandes valores, que têm certamente a ver com o Evangelho, mas, como reforça o Papa, ainda não são o núcleo da fé cristã.
“O Reino de Deus é dom que nos transcende. Como afirmava o beato João Paulo II, ‘o Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa sujeito à livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma Pessoa que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível’”, disse o Papa.
Infelizmente, o Santo Padre reconhece que o próprio Deus foi excluído do horizonte de muitas pessoas e o discurso sobre Deus ainda está relegado no âmbito subjetivo, reduzido a um fato íntimo e privado, marginalizado pela consciência pública.
“Num tempo no qual Deus se tornou para muitos o grande Desconhecido e Jesus simplesmente um grande personagem do passado, não haverá um relançamento da ação missionária sem o renovamento da qualidade da nossa fé e da nossa oração; não sermos capazes de oferecer respostas adequadas sem um novo acolhimento do dom da Graça; não saberemos conquistar os homens pelo Evangelho sem tornar nós os primeiros a aprofundar a experiência com Deus”, enfatizou.
Bento XVI salienta que a missão da Igreja foi e sempre será a de levar os homens e as mulheres à uma relação com Deus, ajudá-los a compreender que cumprir a vontade de Deus não é um limite à liberdade, mas torna-os realmente livres.
“Deus é grande, não é concorrente da nossa felicidade, e ao encontrar o Evangelho – e aqui a amizade com Cristo – o homem experimenta ser objeto de um amor que purifica, aquece e renova, e torna capaz de amar e servir o homem com amor divino”, destaca o Papa.

BISPOS DIVULGAM MENSAGEM SOBRE 3º CONGRESSO MISSIONÁRIO NACIONAL


Nesta quinta-feira, 24, último dia de reunião do Conselho Episcopal de Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os membros do conselho publicaram uma Mensagem ao Povo de Deus, em preparação para o 3º Congresso Missionário Nacional.
Os Bispos destacam que o Congresso será uma oportunidade para refletir sobre a caminhada missionária no Brasil e pedem orações pelo evento.

Mensagem Missionária ao Povo de Deus

“Como o Pai me enviou, assim eu vos envio” (Jo 20,21)

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB -, reunido em Brasília - DF -, de 22 a 24 de maio, saúda o povo de Deus, em todo o Brasil, neste tempo em que a Igreja vive um profundo momento missionário, preparando o 3º Congresso Missionário Nacional, que acontecerá nos dias 12 a 15 de julho próximo, em Palmas – Tocantins.
Com o tema “discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II”-, o Congresso será uma ocasião propícia para refletir sobre a caminhada missionária em nosso país; celebrar as graças que recebemos; contribuir para um renovado impulso missionário; agradecer a criatividade e os sacrifícios dos que testemunham o Evangelho; e aprender a dialogar profeticamente com todos, indo além do mundo que nos rodeia, sem fronteiras para a nossa fé.
A cidade de Palmas, nesses dias, se transformará na casa da missão do Brasil. Pedimos que as comunidades, pastorais, associações, novas comunidades, os movimentos, organismos e serviços eclesiais se unam em orações por este grande evento, a fim de que o coração pulse, a consciência e a cooperação missionária cresçam sempre mais no ritmo da missão.
Como ser discípulo missionário de Jesus Cristo num mundo secularizado e pluricultural como o nosso? Esta é a reflexão que estamos fazendo nas assembleias, nos encontros e nos pré-Congressos que acontecem em todos os Regionais da CNBB.

Nestas últimas semanas de contagem regressiva para o Congresso, fiéis ao espírito das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que apresentam “a Igreja em estado permanente de missão”(DGAE 30-36) como uma das urgências pastorais, convocamos todas as forças missionárias a se envolverem neste processo, através da oração e de momentos celebrativos, do estudo do instrumento de trabalho e, particularmente, da escolha e do envio dos delegados de todas as Dioceses do Brasil.
Muitos já estão conectados com este Congresso através das redes sociais. Convidamos a todos, irmãos e irmãs, para acompanhar a preparação e a realização do Congresso Missionário Nacional através do site: www.pom.org.br/congresso.
A Igreja nasce da missão, vive da missão e está destinada sempre à missão. Esta é, portanto, o coração da Igreja, chamada a cumprir o mandato de Jesus: “Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho a toda a criatura”(Mc 16, 15).
Que o Divino Espírito Santo, protagonista da missão, ilumine nosso Congresso; e a Virgem Maria, discípula missionária, inspire a Igreja a viver em estado permanente de missão.

Brasília, 24 de maio de 2012


Cardeal Raymundo Damasceno de Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB


José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luis
Vice Presidente da CNBB


Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

TÍTULOS DE NOSSA SENHORA


                      NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES

Consta que o início da devoção à Nossa Senhora dos Navegantes originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas,  quando os cristãos invocavam a  proteção de Maria Santíssima.  Sob o título de "Estrela do Mar", rogavam sua proteção os cruzados que faziam a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina.  É a padroeira não só dos navegantes, mas também de todos os viajantes. Tal tradição foi mantida entre os marítimos e foi difundida pelos navegadores portugueses e espanhóis, disseminando-se entre os pescadores litorâneos principalmente nas terras colonizadas pela Espanha e Portugal.  As consequências foram a multiplicação de capelas, igrejas e santuários nas regiões pesqueiras, particularmente no Sul do Brasil, onde a  concentração de cidades que a veneram como padroeira é significativamente expressiva.
Nas cidades de Balneário Arroio do Silva, Laguna, Balneário Barra do Sul, Ouro, Mondaí, Bombinhas e Navegantes, a devoção à Senhora dos Navegantes é tão expressiva que, por decreto, foram instituídos feriados nestes municípios catarinenses. 
Destacando-se a cidade de Navegantes que, primitivamente, pertencia à Itajaí, então habitada por índios carijós.  A demarcação de uma sesmaria na praia de Itajaí deu-se por ordem do Conde Resende, Vice-Rei.  Foi em 1795 que José Ferreira de Mendonça efetuou a demarcação da Real Fazenda. 
A comunidade de Navegantes, canonicamente, pertencia à Paróquia do Santíssimo Sacramento de Itajaí.   Em 23 de janeiro de 1896 a "Camara Episcopal de Corytiba" concedia "licença para que no lado esquerdo do Rio grande de Itajahy se possa erigir uma capela sob a invocação de Nª Sª dos Navegantes, de S. Sebastião e de S. Amaro".  O Padre Antônio Eising, então Vigário da Paróquia de Itajaí foi quem fez a solicitação. Recebendo a promulgação oficial, iniciou a construção da Capela, que ficou pronta em 1907 sendo sua inauguração comemorada com três dias de festas: 7, 8 e 9 de setembro daquele ano.
Navegantes só foi elevado à categoria de município em 30 de maio de 1962 e, consequentemente a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes foi elevada a Paróquia.  Por ocasião dos festejos comemorativos aos 25 anos da Paróquia criada, a 19 de julho de 1987, o então Bispo Auxiliar (hoje Arcebispo Metropolitano) da Arquidiocese de Florianópolis, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, fez a dedicação do Altar e da igreja Matriz. Em 1996, por Decreto da Cúria Metropolitana, a igreja Matriz foi elevada a Santuário Arquidiocesano, sob a invocação de Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes.