sábado, 9 de junho de 2012

LITURGIA DIÁRIA


1ª Leitura - 2Tm 4,1-8
Salmo - Sl 70,8-9. 14-15ab. 16-17. 22 (R. Cf.15a)
Evangelho - Mc 12,38-44
Branco. Sábado da 9ª Semana Tempo Comum
Bem-Aventurado José de Anchieta Presb, memória
   
Reflexão
Entre as inúmeras motivações que encontramos nos dias de hoje para o seguimento de Jesus, uma delas é a busca de privilégios. Isso não é uma coisa nova. Basta, para nós, a memória dos filhos de Zebedeu, que queriam sentar-se à direita e à esquerda de Jesus na sua glória. De fato, a religião pode tornar-se fonte de privilégios para muitas pessoas, principalmente numa sociedade religiosa e hierarquizada como a nossa. Não é essa a vontade de Jesus para os seus seguidores, pois Jesus não quis privilégios nem mesmo para si próprio. Ele quer de nós a disponibilidade e a entrega de vida, a exemplo da viúva que, com a única moeda que não seria valorizada por ninguém, deu o maior exemplo de total entrega.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Futebol pode "treinar" para o respeito mútuo, diz Bento XVI


"Esporte de equipe, como é o caso do futebol, é uma escola importante para educar ao sentido de respeito pelo outro, incluindo o adversário", diz Papa
“O esporte de equipe, como é o caso do futebol, é uma escola importante para educar ao sentido de respeito pelo outro, incluindo o adversário”. Foi o que disse o Papa Bento XVI em uma mensagem enviada ao presidente da Conferência Episcopal Polaca, Dom Józef Michalik, por ocasião do Campeonato Europeu de Futebol - Euro 2012 - que inicia nesta sexta-feira, 8, na Polônia e na Ucrânia.
A mensagem foi divulgada pelo portal de notícias do Vaticano nessa quinta-feira, 7. O documento destaca a capacidade do esporte de incutir o “espírito de sacrifício pessoal em vista do bem de todo o grupo” e de valorizar “as capacidades de cada elemento que forma a equipe”.
Para Bento XVI, o futebol pode “superar a lógica do individualismo e do egoísmo que muitas vezes caracterizam as relações humanas, para dar espaço à lógica da fraternidade e do amor, a única que pode permitir, em todos os níveis, a promoção do verdadeiro bem comum”.
O Papa refere que os campeonatos europeus são um evento esportivo que envolve toda a sociedade e aos quais a Igreja “não pode permanecer indiferente”, em particular no que diz respeito às “necessidades espirituais dos que neles tomam parte”.
Neste sentido, o Santo Padre acolhe com “reconhecimento” as informações que chegam sobre os encontros já programados de catequese, liturgia e oração.
Esporte não é um fim, mas um meio
A mensagem papal cita o beato polonês João Paulo II, para quem “as potencialidades do fenômeno esportivo o tornam um significativo instrumento para o desenvolvimento global da pessoa e um fator mais útil do que nunca para a construção de uma sociedade mais à medida do homem”.
“O esporte não é um fim, mas um meio; pode tornar-se veículo de civilização e de genuíno entretenimento, estimulando a pessoa a dar o melhor de si e a evitar o que pode ser perigoso ou de grave prejuízo para si ou para o próximo”, afirmava João Paulo II, em outubro de 2000, no jubileu dos desportistas.
Bento XVI deixa votos de que o Euro 2012 seja vivido como “expressão das mais nobres virtudes e ações humanas, no espírito de paz e de alegria sincera”.
 O atual Papa confia a Deus “os voluntários, os jogadores, os adeptos e todos os que se empenharam na preparação e na organização do campeonato” da Polônia e da Ucrânia.
O novo estádio de Varsóvia, capital polaca, que acolhe o primeiro jogo do campeonato europeu (Polônia-Grécia), inclui no seu interior uma capela “de todas as fés”, espaço onde vão decorrer celebrações de várias confissões.
Uma estrutura semelhante foi também inaugurada no estádio de Danzica, também na Polônia, permitindo momentos de recolhimento e oração. Estão previstas celebrações religiosas em várias línguas para os adeptos das seleções presentes na competição que termina em 1º de julho, revelou o portal de notícias do Vaticano.

LITURGIA DIÁRIA


1ª Leitura - 2Tm 3,10-17
Salmo - Sl 118,157, 160. 16l. 165. 166. 168 (R. 165a)
Evangelho - Mc 12,35-37
Verde. 6ª-feira da 9ª Semana Tempo Comum
     Reflexão
A multidão que escutava Jesus nos deixa um grande exemplo: escutava Jesus com prazer. Nós somos convidados a conhecer cada vez mais e melhor quem é Jesus, contemplá-lo a cada dia e a penetrarmos no seu mistério. Isto para nós, antes de ser uma tarefa a ser desempenhada, deve ser causa de grande alegria por termos a oportunidade de participar da vida de Jesus, da sua intimidade, de poder entrar, conduzidos pela graça, no seu mistério e viver em profunda comunhão com ele. Conhecer Jesus deve ser uma fonte inesgotável de prazer para todos nós, um prazer muito maior do que teve a multidão ao escutá-lo.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A PROCISSÃO DO CORPO DE DEUS: O NOSSO DEUS DECIDIU FICAR NO SACRÁRIO PARA NOS ALIMENTAR.


"Meditamos juntos a profundidade do Amor do Senhor, que o levou a ficar oculto sob das espécies sacramentais, e é como se ouvíssemos, fisicamente, aqueles seus ensinamentos à multidão.
Agradar-me-ia que, ao considerar tudo isso, tomássemos consciência da nossa missão de cristãos, voltássemos os olhos para a Sagrada Eucaristia, para Jesus que, presente entre nós, nos constituiu seus membros: vos estis corpus Christi et membra de membro (I Cor 12, 27), vós sois o corpo de Cristo e membros unidos a outros membros.
O nosso Deus decidiu ficar no sacrário para nos alimentar, para nos fortalecer, para nos divinizar, para dar eficácia ao nosso trabalho e ao nosso esforço. Jesus é simultaneamente o semeador, a semente e o fruto da sementeira: o Pão da vida eterna.
Este milagre, continuamente renovado, da Sagrada Eucaristia, encerra todas as características do modo de agir de Jesus. Perfeito Deus e perfeito homem, Senhor dos céus e da terra, oferece-se-nos como sustento, da maneira mais natural e corrente.
Assim espera o nosso amor, desde há mais de dois mil anos. É muito tempo e não é muito tempo; porque, quando há amor, os dias voam.
A procissão do Corpo de Deus torna Cristo presente nas aldeias e cidades do mundo. Mas essa presença, repito, não deve ser coisa de um dia, ruído que se ouve e se esquece. Essa passagem de Jesus lembra-nos que temos também de descobri-Lo nos nossos afazeres cotidianos.
A par da procissão solene desta quinta-feira deve ir a procissão silenciosa e simples da vida corrente de cada cristão, homem entre os homens, mas com a felicidade de ter recebido a fé e a missão divina de se comportar de tal modo que renove a mensagem do Senhor sobre a terra.
Não nos faltam erros, misérias, pecados. Mas Deus está com os homens, e temos de nos dispor a que se sirva de nós e se torne contínua a Sua passagem entre as criaturas.
 (Trecho extraído do livro "Cristo que passa", 151).
São Jose Maria Escrivá

EUCARISTIA: ISTO É O MEU CORPO QUE É ENTREGUE POR VÓS


A Eucaristia é o último dos sacramentos da iniciação cristã, o último dos sacramentos que nos inserem na vida do Cristo morto e ressuscitado, fazendo-nos plenamente cristãos. Trata-se do maior e mais sublime de todos os sacramentos, o Sacramento por excelência – o Santíssimo Sacramento!
Como falar deste sacramento é muito complexo, dada a riqueza e a pluralidade de facetas da Eucaristia, vamos seguir o esquema do Catecismo da Igreja Católica, comentando-o e aprofundando-o. Vamos iniciar precisamente citando Catecismo: O nosso Salvador instituiu na Última Ceia, na noite em que foi entregue, o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue, para perpetuar no decorrer dos séculos, até ele voltar, o sacrifício da cruz, e para confiar, assim, à Igreja, sua amada esposa, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da glória futura” (CIC 1323).
 Estas palavras resumem de modo admirável o sentido e a riqueza da Eucaristia. Já aqui é interessante observar algo muito importante: quando falamos em Eucaristia não estamos pensando primeiramente na hóstia e no vinho consagrados, mas sim na Celebração eucarística, isto é, na Missa, sacrifício eucarístico do Corpo e do Sangue do Senhor, para perpetuar no decorrer dos séculos, até que ele venha, o sacrifício da cruz! Então, a Eucaristia é a Missa!
 Mas, que significa “missa”? Onde, nas Escrituras Sagradas, se fala nela?
 No decorrer da história este sacramento teve vários nomes, cada um deles sublinhando um aspecto deste mistério tão rico. Primeiramente chamou-se “Eucaristia”, palavra grega que significa, “ação de graças”. O termo aparece muitas vezes o Novo Testamento e refere-se à bênção de ação de graças que tantas vezes Jesus pronunciou nas suas refeições com os discípulos: “E tomou o pão, deu graças (= eucaristizou), partiu e distribuiu-o entre eles, dizendo: “Isto é o meu corpo que é entregue por vós” (Lc 22,19); “O Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças (= eucaristizar), partiu-o...” (1Cor 11,23s).
 Na religião dos judeus, a bênção de ação de graças era proclamação das obras de Deus: a criação, a redenção e a santificação. Israel dava graças pelas grandes obras do Senhor em seu favor. Por isso, os cristãos, cumprindo a ordem do Senhor Jesus, celebram a Ação de Graças a Deus pela sua grande obra: ter entregado o seu Filho desde a encarnação até a consumação na cruz, tê-lo ressuscitado dos mortos e o feito assentar-se à sua direita na glória. Assim, celebrar a santa Eucaristia é bendizer e agradecer a Deus por tudo que nos fez pelo seu santo Filho Jesus.
 Outro nome dado à Eucaristia, já no novo Testamento, foi “Ceia do Senhor” (cf. 1Cor 11,20), porque este sacramento é a celebração daquela ceia que o Senhor comeu com os seus discípulos na véspera da Páscoa. Por um lado, aquela ceia era já a celebração ritual, em gestos, palavras e símbolos, daquilo que o Senhor iria realizar no dia seguinte: ele se entregaria totalmente na cruz, iria nos dar seu corpo e seu sangue: “Comei: isto é o meu corpo que será entregue na cruz! Bebei: isto é o meu sangue que será derramado por vossa causa!” Por outro lado, esta ceia sagrada, chamada Última Ceia, já antecipava a ceia das núpcias do Cordeiro, núpcias de Cristo ressuscitado com sua Esposa, a Igreja, na Jerusalém celeste:
 “Felizes aqueles que foram convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro” (Ap 19,9). Participar da Ceia do Senhor é não somente participar da Ceia que Jesus celebrou como memorial de sua paixão, morte e ressurreição, mas também já antecipar, já saborear, na força do Espírito Santo, a ceia do Banquete celeste, quando o próprio Esposo, Jesus, será o alimento eterno para sua Esposa, a Igreja. Em outras palavras: é uma ceia que começa na terra e durará no céu, por toda a eternidade!
 Mais um nome para este sacramento santíssimo: “Fração do Pão”. É um nome antigo, presente também já no novo Testamento, sobretudo nos Atos dos Apóstolos. Este rito de partir o pão, típico da ceia judaica, foi muitas vezes repetido por Jesus quando abençoava e distribuía o pão (cf. Mt 14,19; 15,36; Mc 8,6.19) e, sobretudo, na Última Ceia, quando ele partiu o pão. Através desse mesmo gesto, os discípulos reconheceram o Senhor ressuscitado: eles o reconheceram ao partir o pão (cf. Lc 24,13-35).
 Por tudo isso, os primeiros cristãos usavam a expressão “fração do pão” para designar suas reuniões nas quais, na ceia, partiam o pão como Jesus e em memória de Jesus. Deste modo, os primeiros cristãos queriam revelar a consciência que tinham que todo aquele que come o único pão partido, pão da Eucaristia, que é o próprio Senhor ressuscitado, entre em comunhão com ele e forma com ele um só corpo, que é a Igreja: “O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desse único pão” (1Cor 10,16s).
 Um outro nome, que era caro aos santos doutores da Igreja Antiga, sobretudo os de língua grega, era “Santa Synáxis”, que significa “assembleia”, “reunião”. Isto porque a Eucaristia é para ser celebrada pela Comunidade eclesial presidida pelo ministro ordenado. Onde a Comunidade se reúne para a Eucaristia, aí está a Igreja, povo de Deus reunido no único Espírito Santo, para oferecer o único sacrifício do Filho Jesus para a glória do Pai e salvação do mundo inteiro.
                                                                        Por: Dom Henrique Soares da Costa
                                                                                Fonte:  http://www.cancaonova.com

A HISTÓRIA DA FESTA DE CORPUS CHRISTI


“Celebrar o Corpo de Cristo é abrir corações e mentes aos corpos profanados pela injustiça e contemplar a criação como expressão do Corpo de Deus. Creio que o universo é o ventre divino no qual estamos sendo gerados, para a vida em que toda a dor estará erradicada pela soberania do amor.” (Frei Betto)
"Corpus Christi", em latim, significa "corpo de Cristo". Trata-se de uma festa católica móvel que celebra o milagre da transubstanciação. A festa de Corpus Christi é uma das mais antigas do catolicismo em todo o mundo. Foi instituída pelo Papa Urbano IV, em 1264, para ser celebrada na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade, que ocorre, por sua vez, no domingo seguinte ao de Pentecostes.
 Tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a Última Ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua memória comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.
A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do Povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. A partir da paixão, morte e ressurreição do Senhor, este Povo é alimentado com o próprio corpo de Cristo.
Corpus Christi é Jesus presente na hóstia consagrada em corpo, sangue, alma e divindade. Ninguém vê Jesus na hóstia, mas acreditamos pela nossa fé.
Conta-se ainda, que sua origem está ligada a um milagre acontecido na Idade Média. O sacerdote Pedro de Praga fazia peregrinação indo a Roma. Nessa viagem, parou para pernoitar na vila Bolsena, não longe de Roma e se hospedou na Igreja de Santa Catarina. Na manhã seguinte, foi celebrar uma missa e pediu ao Senhor que tirasse as dúvidas que ele tinha em acreditar que Jesus estava presente na Eucaristia.
 Era difícil para ele acreditar que no pão e no vinho, estava o corpo de Cristo. Na hora em que ergueu a hóstia, esta começou a sangrar (sangue vivo). Ele assustado, embrulhou a hóstia e voltou à sacristia e avisou o que estava acontecendo. O sangue escorria, sujando todo o chão no qual apareciam vários pingos. Isso foi informado ao Papa Urbano IV, que estava em Orvieto, que mandou um bispo a essa vila verificar a veracidade de tal fato. O bispo viu que a hóstia sangrava e o chão, o altar e o corporal (toalha branca do altar) estavam todos manchados de sangue. O bispo pegou as provas do milagre e voltou para mostrar ao Papa. O Papa, entretanto, sentia algo estranho e resolveu ir ao encontro do bispo. As carruagens se encontraram na Ponta do Sol e o Papa desceu de sua carruagem e ao ver todas as provas do milagre, ajoelhou-se no chão e se dobrou sobre aquela hóstia sangrando e exclamou: "Corpus Christi (Corpo de Cristo)!"
Em outra versão, conta-se que Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra do sacramento da Eucaristia.
Aconteceu, porém, que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, aconteceu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Alguns dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.
O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, informado do milagre, então, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, teria então pronunciado diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”. Esta teria sido a primeira procissão de Corpus Christi.
Em 11 de agosto de 1264 o Papa emitiu a bula "Transiturus de mundo", onde prescreveu que na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor.
Até hoje, ainda existem essas provas do fato acontecido na Vila Bolsena. Aí começou a ser celebrado o dia de Corpus Christi e todos passaram a acreditar que Jesus está presente na hóstia consagrada. Para acreditar, tudo depende da nossa fé. Isso é um MISTÉRIO DA FÉ!
No Brasil

A festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais e acabou se estendendo a todo o País.
Durante a Missa, o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.
“Acreditar no Pão Eucarístico é viver a partilha do ideal de Jesus Cristo. É atualizar sua fé no Pão Eucarístico que mata a fome biológica e social e dá sentido à vida: “Quem comer deste pão viverá eternamente.” (Jo 6, 58)



JESUS ESTÁ PRESENTE NA EUCARISTIA. MAS COMO? PERGUNTARAM AS CRIANÇAS AO PAPA


No dia 15 de outubro de 2005, o Santo Padre Bento XVI encontrou-se com diversas crianças que estavam se preparando para receber pela primeira vez a Eucaristia. Nesse bate-papo com os pequenos, o Pontífice deixou ensinamentos precisos sobre este tão grande mistério.
O jovem André perguntou ao Papa: A minha catequista, ao preparar-me para o dia da minha Primeira Comunhão, disse-me que Jesus está presente na Eucaristia. Mas como? Eu não o vejo!
Bento XVI respondeu: Sim, não o vemos, mas existem tantas coisas que não vemos e que existem e são essenciais. Por exemplo, não vemos a nossa razão, contudo temos a razão. Não vemos a nossa inteligência e temo-la. Não vemos, numa palavra, a nossa alma e todavia ela existe e vemos os seus efeitos, pois podemos falar, pensar, decidir, etc... Assim também não vemos, por exemplo, a corrente elétrica, mas sabemos que ela existe, vemos este microfone como funciona; vemos as luzes. Numa palavra, precisamente, as coisas mais profundas, que sustentam realmente a vida e o mundo, não as vemos, mas podemos ver, sentir os efeitos. A eletricidade, a corrente não as vemos, mas a luz sim. E assim por diante.
Desse modo, também o Senhor ressuscitado não o vemos com os nossos olhos, mas vemos que onde está Jesus, os homens mudam, tornam-se melhores. Cria-se uma maior capacidade de paz, de reconciliação, etc... Portanto, não vemos o próprio Senhor, mas vemos os efeitos: assim podemos entender que Jesus está presente. Como disse, precisamente as coisas invisíveis são as mais profundas e importantes. Vamos, então, ao encontro deste Senhor invisível, mas forte, que nos ajuda a viver bem.
O Papa bento XVI, em breves palavras, afirmou que a presença de Jesus é real na Eucaristia, independentemente se esta não seja “perceptível” aos olhos humanos, porém, este fato não afasta a realidade de que Cristo está presente na Eucaristia.
A pequena Anna perguntou: Caro Papa, poderias explicar-nos o que Jesus queria dizer quando disse ao povo que o seguia: "Eu sou o pão da vida"?
O Pontífice respondeu que: Deveríamos, esclarecer o que é o pão, pois hoje nós temos uma cozinha requintada e rica de diversíssimos pratos, mas nas situações mais simples o pão é o fundamento da nutrição e se Jesus se chama o pão da vida, o pão é, digamos, a sigla, uma abreviação para todo o nutrimento. E como temos necessidade de nos nutrir corporalmente para viver, assim como o espírito, a alma em nós, a vontade, tem necessidade de se nutrir. Nós, como pessoas humanas, não temos somente um corpo, mas também uma alma; somos seres pensantes com uma vontade, uma inteligência, e devemos nutrir também o espírito, a alma, para que possa amadurecer, para que possa alcançar realmente a sua plenitude.
 E, por conseguinte, se Jesus diz 'eu sou o pão da vida', quer dizer que Jesus próprio é este nutrimento da nossa alma, do homem interior do qual temos necessidade, porque também a alma deve nutrir-se. E não bastam as coisas técnicas, embora sejam muito importantes. Temos necessidade precisamente desta amizade de Deus, que nos ajuda a tomar decisões justas. Temos necessidade de amadurecer humanamente. Por outras palavras, Jesus nutre-nos a fim de que nos tornemos realmente pessoas maduras e a nossa vida se torne boa.
Por fim, o jovem Adriano perguntou ao Sumo Pontífice: Santo Padre, disseram-nos que hoje faremos a Adoração Eucarística. O que é? Como se faz? Poderias explicar-nos isso?
Bento XVI afirmou: A adoração é reconhecer que Jesus é meu Senhor, que Jesus me mostra o caminho a tomar, me faz entender que vivo bem somente se conheço a estrada indicada por Ele, somente se sigo a via que Ele me mostra. Portanto, adorar é dizer: "Jesus, eu sou teu e sigo-te na minha vida, nunca gostaria de perder esta amizade, esta comunhão contigo". Poderia também dizer que a adoração, na sua essência, é um abraço com Jesus, no qual eu digo: "Eu sou teu e peço-te que estejas também tu sempre comigo".
Com essas palavras do Papa Bento XVI dirigidas às pequenas crianças na Alemanha, aprendemos que Jesus está presente na Eucaristia, mesmo que não O vejamos, pois Sua presença está além dos nossos sentidos. Aprendemos que Ele, o Pão da Vida, deseja nos alimentar, para que, em meio ao mundo - faminto de Deus –, possamos caminhar fortemente rumo à vontade d'Ele. Para isso, basta-nos apenas reconhecer Sua presença majestosa e nos prostrarmos em adoração, oferecendo a Ele, a partir do nosso testemunho de vida, uma resposta de amor, a Ele que quer ficar conosco até o fim dos tempos.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

MORRE BISPO EMÉRITO DE PALMAS/FRANCISCO BELTRÃO (PR)


Morreu na manhã hoje, 6 de junho, na cidade de Pato Branco (PR), o bispo emérito de Palmas/Francisco Beltrão (PR), dom frei Agostinho José Sartori.
Dom Agostinho encontrava-se internado no Hospital São Lucas desde o dia 26 de maio com importante baixa do nível de consciência, devido a sequelas provenientes dos males de Parkinson e Alzheimer.
O corpo do bispo emérito será velado na Paróquia São Pedro Apóstolo, em Pato Branco, Catedral Nossa Senhora da Glória, em Francisco Beltrão e Catedral do Senhor Bom Jesus, em Palmas.
Dom Agostinho havia completado 83 anos no último dia 29 de maio. Ele era catarinense de Capinzal e por muito anos responsável pela Pastoral Rural no Regional Sul 2 da CNBB e bispo acompanhante da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), no Paraná; Também atuou como bispo referencial da Pastoral da Criança do Regional Sul 2 e foi bispo de Palmas/Francisco Beltrão de 1970 a 1995.
Antes de ser ordenado bispo, dom Agostinho foi subsecretário regional do Sul 2; professor de Moral e Direito Canônico e Filosofia; vice-reitor do Seminário da Ordem e Ministro Provincial dos Capuchinhos do PRESC, em 1970.
Seu lema episcopal foi “Donec Christus Formetur” (Até que Cristo se forme em vós).
                                                                                                       Fonte: www.cnbb.org.br

PAPA NOMEIA NOVO BISPO PARA A DIOCESE DE EREXIM- RS



O Papa Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 6, novo bispo para a Diocese de Erexim, no Rio Grande do Sul: Frei José Gislon. Até então, o sacerdote era Conselheiro Geral da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Roma.
Frei José Gislon substituirá Dom Girônimo Zanandréa, que pediu renúncia do governo pastoral da diocese de Erexim, de acordo com Cânon 401 § 1 do Código de Direito Canônico, que especifica que "o bispo diocesano, que tiver completado 75 anos de idade, é solicitado a apresentar a renúncia do ofício ao Sumo Pontífice, que, ponderando todas as circunstâncias, tomará providências".
“Desde já o acolhemos com alegria e invocamos as luzes do Espírito Santo para que o ilumine em sua missão na nossa Diocese”, declarou Dom Girônimo Zanandréa no site da Diocese.
 Frei José Gislon

 Filho de Vicente e Jurema Gislon, frei José Gislon nasceu no dia 23 de fevereiro de 1957, no município de Dona Emma, Diocese de Rio do Sul (SC).
Frequentou o serviço militar, de maio de 1976 a abril de 1977, no quartel da Polícia do Exército de Brasília. Em 1978, ingressou no Seminário dos Freis Capuchinhos, em Irati, no Paraná. Fez o Curso de Filosofia em Ponta Grossa e de Teologia no Instituto Teológico Paulo VI de Londrina, também Paraná. Foi ordenado sacerdote em 28 de maio 1988, em Uraí (PR).
Fez mestrado em História da Igreja, na Universidade Gregoriana de Roma, de outubro de 1992 a janeiro de 1996. Foi professor de História da Igreja no Studium Teológico de Curitiba e também no Centro Interdiocesano de Teologia de Cascavel (PR), de 1997 a 2000. Em 2005, foi eleito Provincial, ou seja, o responsável pela Província São Lourenço de Brindes, do Paraná, Santa Catarina e Paraguai e em 2006 foi eleito Conselheiro Geral da Ordem dos Capuchinhos.

LITURGIA DIÁRIA


1ª Leitura - 2Tm 1,1-3.6-12
Salmo - Sl 122,1-2a. 2bcd (R. 1a)
Evangelho - Mc 12,18-27
Verde. 4ª-feira da 9ª Semana Tempo Comum
    
Reflexão
Tem gente que sente o maior prazer em discutir religião. Essas discussões, na verdade, não significam a busca de uma melhor compreensão da fé com a finalidade de possibilitar uma resposta de qualidade aos apelativos dos valores evangélicos, mas na maioria das vezes se constituem numa discussão sobre posições unilaterais e não negociáveis, muitas vezes posições pessoais, que só servem para aprofundar diferenças e criar divisões e em nada contribuem para que todos possam chegar à verdade, muito menos para viver segundo ela.

terça-feira, 5 de junho de 2012

MEMBRO DO GRUPO DE VIDA JOÃO PAULO II FAZ ANIVERSÁRIO!!!

 Caríssimo Seminarista Erivan Júnior, Ut omnes unum sint!!!

Nós do Grupo de Vida João Paulo II, desejamos muitas bênçãos sobre você. Pois, hoje é um dia especial de renovação para sua alma e seu espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza, a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós capacidade de recomeçar a cada ano.
Desejamos a você, um ano cheio de amor e de alegrias.
Afinal fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas lições, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas.
Sorrir novos motivos e chorar outros, porque, amar o próximo é dar mais amparo, rezar mais preces e agradecer mais vezes.
Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus.
É ser grato, reconhecido, forte, destemido.
É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo;
Parabéns a você nesse dia tão grandioso.
 
Receba um forte abraço de todos nós do Grupo de vida João Paulo II
Feliz aniversário!!!!

LITURGIA DIÁRIA


1ª Leitura - 2Pd 3,12-15a.17-18
Salmo - Sl 89, 2. 3-4. 10. 14.16 (R. 1)
Evangelho - Mc 12,13-17
Vermelho. 3ª-feira da 9ª Semana Tempo Comum
S. Bonifácio BMt, memória
    Reflexão
Dois pontos nos são sugeridos pelo Evangelho de hoje. O primeiro é: por que nos aproximamos de Jesus? Condenamos as autoridades porque mandaram pessoas até Jesus para o apanharem em alguma palavra, mas muitas vezes nos aproximamos de Jesus para a satisfação de nossos interesses pessoais e não para o encontro pessoal com aquele que é nosso Deus e que nos ama com amor eterno. O segundo é: dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, o que significa que César deve dar a Deus o que é de Deus, de modo que Jesus nos mostra também as responsabilidades dos dirigentes das nações em relação a Deus e nós devemos cobrar isso deles.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

LITURGIA DIÁRIA


1ª Leitura - 2Pd 1,2-7
Salmo - Sl 90, 1-2. 14-15ab. 15c-16 (R. 2b)
Evangelho - Mc 12,1-12
Verde. 2ª-feira da 9ª Semana Tempo Comum
Reflexão
O que aconteceu com os vinhateiros apresentadas na parábola do evangelho de hoje pode acontecer a todos nós principalmente quando nos deixamos levar pelo desejo de ter poder e de ter riquezas, que nos leva à tentação de nos apossarmos de tudo, inclusive das coisas de Deus e até mesmo do próprio Deus e a queremos usar de tudo isso em nosso próprio benefício. Quando fazemos isso, estamos na verdade rejeitando a presença do próprio Cristo em nossas vidas, que se dá também por meio dos pobres e necessitados que procuram a misericórdia do nosso coração e não o nosso autoritarismo e a nossa prepotência em relação a eles.

domingo, 3 de junho de 2012

2º MUTICOM RN DE COMUNICAÇÃO






A Pastoral da Comunicação da Província do Rio Grande do Norte pertencente ao Regional Nordeste 2, realiza a cada dois anos o Mutirão Estadual de Comunicação. O primeiro Mutirão foi realizado em 2010, na arquidiocese de Natal RN. Agora é a vez da Diocese de Santa Luzia de Mossoró a sediar o evento em 2012, de forma a acolher os comunicadores cristãos da Província.

O 2º Mutirão Estadual de Comunicação, a ser promovido pela Diocese de Mossoró, será realizado de 06 a 08 de julho de 2012, no Colégio Sagrado Coração de Maria, com o tema: “A Comunicação a Serviço da Verdade na era digital”. A abertura ocorrerá na noite do dia 06, na quadra do Colégio Sagrado Coração de Maria, com apresentação cultural e a palavra de boas vindas do Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana. Em seguida, haverá a conferência sobre o tema central do 2º Mutirão de Comunicação Estadual.

Serão oferecidas 07 oficinas e 1 grupo temático simultaneamente, onde serão abordados temas relacionados à comunicação. No domingo o 2º MUTICOM encerra com mesa redonda, tendo como tema: “ Documento 101 – A comunicação na vida e na missão da Igreja no Brasil ”.

O evento está sendo organizado para um público de 170 pessoas, entre agentes de pastorais, professores, estudantes de Comunicação Social, integrantes de Organizações Não-Governamentais, comunicadores populares e a sociedade em geral das Dioceses de Mossoró e Caicó e Arquidiocese de Natal.

 INSCRIÇÕES:

As inscrições já estão abertas e vão até o dia 15 de junho de 2012.
Valor: R$ 30,00
Poderão ser realizadas através do Blog do 2º Muticom Estadual de Comunicação: http://2muticomrn.blogspot.com.br

OFICINAS

01 – Pastoral da Comunicação – Cacilda – Natal/RN  - 20 vagas
02 – Como falar em público – Francisco Morais – Natal/RN  - 20 vagas
03 – Ministério da Acolhida – Irmã Helena Corazza – São Paulo/SP  - 20 vagas
04 – Jornal Impresso – Diácono José Bezerra – Natal/RN  – 20 vagas
05 – Linguagem Radiofônica – Joelma de Souza – Parelhas/RN  - 20 vagas
06 – Mídias digitais a serviço da evangelização – Joseilzon Lima – Caicó/RN  – 20 vagas
07 – Assessoria de Comunicação – Rodrigo Apolinário  – 20 vagas

GRUPO TEMÁTICO – 30 vagas
Tema: Radio Comunitária: Legislação e Gerenciamento.
Obs.: O grupo temático é especifico para pessoas que já atuam em Rádios ou com experiência na área.

LITURGIA DIÁRIA


Primeira leitura - Dt 4,32-34.39-40
Segunda leitura - Rm 8,14-17
Salmo - Sl 32
Evangelho - Mt 28,16-20

Santíssima Trindade

A festa da Santíssima Trindade nos convida a mergulhar no imenso mistério da vida íntima de Deus e a louvar a grandeza de Seu amor. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!
Deus nos revela o mistério da Sua vida quando nos envia Seu Filho à Terra. O Filho – após consumada a obra da redenção – nos envia o Espírito Santo.
A Igreja – fundada por Deus à imagem da Santíssima Trindade – é também um mistério de comunhão na unidade, à qual jamais pode renunciar.
Jesus se comunica não com terrores e poder, mas com palavras dirigidas aos seus discípulos, de irmão para irmão, de amigo para amigo. São palavras de vida que seduzem e conquistam.
Os discípulos são enviados a fazer, eles próprios, novos discípulos entre todas as nações. Não há nenhuma eleição particular; todos são chamados ao seguimento de Jesus, na observância de Sua palavra e na adesão à vontade do Pai. Agora, eles são enviados para batizar, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Jesus, ao afirmar: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra”, torna muito claro que Ele não é somente o Filho de Deus, como algumas pessoas acreditam, mas é o próprio Deus descido do céu, consubstancial ao Pai, isto é, da mesma natureza que Ele, com os mesmos poderes do Senhor. Quem O viu, viu o Pai. Ele está repetindo o discurso que foi feito, antes, pelo evangelista João: “Eu e o Pai somos um!”.
Ao enviar ordenadamente seus discípulos: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, Jesus está nos confirmando que Deus é uno e trino, pois é composto de três pessoas distintas, muito embora não entendamos isso com a nossa razão nem com a nossa inteligência, mas sim com os olhos da fé.
Não se trata de um dogma inventado pelos papas e bispos, mas sim uma realidade anunciada pelo próprio Deus na pessoa de Seu Filho amado. A Santíssima Trindade, assim como a existência da nossa alma invisível, é um grande desafio para a nossa fé, pois tais verdades anunciadas por Jesus só podem ser detectadas pelos olhos da nossa fé.
Quando Jesus nos garante: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”, é para confiarmos mesmo, ter a coragem e a decisão inabalável de continuar nosso trabalho de multiplicação de cristãos, de catequistas, de padres, por meio do nosso trabalho missionário, sem nenhum ciúme entre nós irmãos. Isto por que não somos concorrentes uns dos outros, mas multiplicadores de muitos outros cristãos, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Vejam que os discípulos são enviados de modo que eles próprios vão fazer novos discípulos entre todas as nações. Não há nenhuma eleição particular, tampouco uma obrigação de aceitar. Também não há nenhum processo de seleção, porque todos, sem distinção, são chamados ao seguimento de Jesus para ouvir Sua Palavra e colocá-la em prática. A missão de Cristo começou com o Seu batismo no Rio Jordão.
No Evangelho de hoje, Jesus nos envia como discípulos para evangelizar e batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Não ofereça resistência à Sua voz. Responda ‘sim’ ao Seu chamado e una-se à Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
Padre Bantu Mendonça


sexta-feira, 1 de junho de 2012

SANTO DO DIA

                                                     SÃO JUSTINO- MÁRTIR

Nasceu na Palestina em uma família que não conheceu Jesus. Justino buscou com aquilo que ele tinha, a verdade. Ele tinha essa sede e providencialmente pôs em sua vida um ancião que se aproximou dele para falar sobre a filosofia. E ele apresentou o 'algo mais' que faltava a Justino. Falou dos profetas, da fé, da verdade, do mistério de Deus e apresentou Jesus Cristo.
Justino se tornou um grande filósofo cristão, sacerdote, um homem que buscou corresponder diariamente a sua fé. E depois dos padres apostólicos, ele foi intitulado como o primeiro santo, padre.
A Sagrada Tradição foi muito testemunhada nos escritos deste santo.
Por inveja e por não aceitar a verdade, um filosofo denunciou São Justino, que foi julgado injustamente, flagelado e por não renunciar a Jesus Cristo, foi decapitado. Isso no ano de 167.
Com fé e razão nós mergulhamos nosso ser no coração de Jesus, modelo e fonte de toda graça, bênção e santidade.
São Justino, rogai por nós!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

FESTA DA VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA


No dia 31 de maio celebramos a festa litúrgica de Nossa Senhora em visita a sua prima Isabel. "Naqueles dias, Maria pôsse a caminho para uma região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel.
Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ven­tre, Isabel ficou repleta do Espírito Santo e exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visi­te? Pois, quando a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre. Feliz és tu que acre­ditaste, pois o que foi dito da parte do Se­nhor será cumprido'.
Maria então disse: A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Sim! Doravante as gerações todas me chamarão bem-aventurada, pois o Todo-poderoso fez grandes coisas por mim.
O seu nome é santo e sua misericórdia perdura de geração em geração, para aqueles que o temem. Agiu com a força de seu braço, dispersou os homens de corações orgulhosos.
Depôs poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Cumulou de bens os famintos e despediu ricos de mãos vazias. Socorreu Israel seu servo, lembrado de sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência para sempre" (Lc 1,39-56).
Até o momento da anunciação Maria vivia voltada para Deus, no seu silêncio e na sua vida de oração. Mas, logo em segui­da, ela descobre que não é apenas desti­natária de tão grande graça de Deus, ela é agora portadora dessa graça. Ela vai ao encontro de Isabel, com a alma em festa, levando o menino Jesus em seu seio.
Ela é a nova Arca da Aliança, que semeia um ras­tro de bênçãos por onde passa. Isabel representa o povo de Israel que espera a intervenção salvadora de Deus, Maria é o seio que gera o Salvador. Ali acontece a grande manifestação da glória de Deus, pois, o tempo da espera termina e começa, com Jesus, o tempo do cumprimento de tudo o que foi prometido por Deus e esperado pela humanidade.
Pe. Vicente André, C.SS. R
Revista de Aparecida – Campanha dos devotos.