sábado, 23 de março de 2013

EVANGELHO DO DIA


DIA 23 DE MARÇO - SÁBADO

V SEMANA DA QUARESMA *
(ROXO, PREFÁCIO DA PAIXÃO I – OFÍCIO DO DIA)

Evangelho (João 11,45-56)
Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
Lançai para bem longe toda a vossa iniqüidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração! (Ez 18,31)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. 
Naquele tempo, 11 45 muitos dos judeus, que tinham vindo a Marta e Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. 
46 Alguns deles, porém, foram aos fariseus e lhes contaram o que Jesus realizara. 
47 Os pontífices e os fariseus convocaram o conselho e disseram: "Que faremos? Esse homem multiplica os milagres. 
48 Se o deixarmos proceder assim, todos crerão nele, e os romanos virão e arruinarão a nossa cidade e toda a nação". 
49 Um deles, chamado Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano, disse-lhes: "Vós não entendeis nada! 
50 Nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação". 
51 E ele não disse isso por si mesmo, mas, como era o sumo sacerdote daquele ano, profetizava que Jesus havia de morrer pela nação, 
52 e não somente pela nação, mas também para que fossem reconduzidos à unidade os filhos de Deus dispersos. 
53 E desde aquele momento resolveram tirar-lhe a vida. 
54 Em conseqüência disso, Jesus já não andava em público entre os judeus. Retirou-se para uma região vizinha do deserto, a uma cidade chamada Efraim, e ali se detinha com seus discípulos. 
55 Estava próxima a Páscoa dos judeus, e muita gente de todo o país subia a Jerusalém antes da Páscoa para se purificar. 
56 Procuravam Jesus e falavam uns com os outros no templo: "Que vos parece? Achais que ele não virá à festa?"
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
MUITOS ACREDITARAM EM JESUS 
O testemunho de Jesus e a adesão que ele suscitava colocavam em risco a estrutura religiosa de sua época. O contexto religioso de rígido tradicionalismo, de hierarquias e privilégios, de conflitos de facções, de jogos de interesses tornava-se vulnerável diante da postura do Mestre. Não que Jesus fosse respaldado pelo prestígio de uma escola rabínica ou de famílias ou grupos importantes. O perigo consistia no fato de muitas pessoas darem crédito às suas palavras e aderirem ao grupo, sempre crescente, que se formava ao redor dele. 
As autoridades religiosas demonstravam ter uma preocupação política. O movimento de Jesus poderia ser entendido pelos romanos como uma provocação. E as conseqüências disto seriam trágicas para a nação,. Se não fosse contido a tempo, haveria o perigo de "todos" crerem nele, e os romanos virem e destruírem o templo e a nação. 
A solução apresentada por Caifás parecia ser bastante prudente: "É melhor um só homem morrer pelo povo, do que a nação inteira perecer!". Acolhida esta sugestão, decretou-se a morte de Jesus. Com esta finalidade, iniciou-se uma verdadeira caçada para prendê-lo. 
Todavia, o motivo verdadeiro da condenação à morte foi de caráter religioso. Isto ficará patente no fato de Pilatos, autoridade romana, não se mostrar interessado em condenar Jesus. A verdade é que a liderança religiosa já não podia mais suportar o comportamento do Mestre por ser religiosamente perigoso. 

Fonte: http://www.domtotal.com

sexta-feira, 22 de março de 2013

Jesuítas no Brasil destacam simplicidade e entusiasmo do novo papa


O Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, Padre Alfonso Carlos Palácio y Larraury,sj (foto), que também é o atual vice presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil, em pronunciamento sobre a eleição do papa Francisco, destacou que o entusiasmo e alegria expressos em seus gestos são sinais de esperança para a Igreja em tempos atuais. Segundo o padre, o papa se manifesta como um pastor sensível, amigo dos pobres e dócil ao Evangelho e isso se deve à sua simplicidade, a sua proximidade humana e a sua profunda experiência de Deus.
Leia o comunicado abaixo na íntegra
“A Companhia de Jesus no Brasil, e, em seu nome, o Provincial do Brasil, padre Carlos Palácio, S.J. unem-se a todo o povo de Deus na ação de graças pela escolha do novo Papa Francisco, Cardeal Jorge Mario Bergoglio, S.J., recém-eleito Bispo de Roma, para presidir na caridade a comunhão das Igrejas que constituem a Igreja Católica.
A alegria e o entusiasmo que os seus primeiros gestos têm despertado em todos nós, são um sinal de esperança e uma lufada de Espírito para a Igreja no momento atual. Como jesuítas, nos alegramos por ter este nosso irmão e companheiro, agora como Papa Francisco; iremos sustentar diante de Deus com a oração a ingente tarefa que se lhe apresenta neste serviço à Igreja para o qual foi escolhido; e nos dispomos, “com renovado impulso e fervor”, a viver ao lado dele o que constitui uma das características da Companhia de Jesus: servir ao Senhor e à sua Igreja.
Junto com toda a comunidade eclesial nos interrogamos e procuramos discernir que nos quer dizer o Senhor ao nos fazer passar, em menos de quinze dias, por experiências tão intensas como a renúncia de Bento XVI, a eleição de um Papa latino-americano e a surpresa do primeiro jesuíta nomeado sucessor de Pedro. O início da resposta, talvez, começa a desenhar-se à medida que vamos conhecendo os primeiros passos deste homem. Palavras e gestos que nos golpeiam com força. A sua simplicidade, a proximidade humana e a profundidade espiritual fazem do Papa Francisco um pastor sensível, amigo dos pobres, e dócil ao evangelho. Desde a sua primeira aparição em público ele parece estar acenando para todos nós, que o caminho do evangelho é o futuro da Igreja.
Pe. Carlos Palácio, S.J.  – Provincial do Brasil
Vice-Presidente da CRB Nacional
Fonte: http://www.cnbb.org.br

Papa Francisco recebeu a Presidente Dilma e diz que pretende ir a Aparecida (SP) após a JMJ


A presidente Dilma Rousseff foi recebida na manhã desta última quarta-feira, 20 de março, no Vaticano, pelo Papa Francisco, durante uma audiência particular. No dia de ontem, terça-feira, falando aos jornalistas a presidente afirmou que a Jornada Mundial da Juventude seria o “tema central” do encontro com o Papa Francisco.
“A Jornada – disse a Presidente -, vai atrair para o Brasil milhares de jovens católicos, que serão muito bem recebidos, como a gente sempre faz”, acrescentou. A visita ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude, em julho, deverá ser a primeira grande viagem do Papa Francisco.
O papa Francisco disse à presidente Dilma Rousseff que é necessário empenho conjunto para combater as drogas e reforçar os valores e os princípios para a juventude. Dilma foi a primeira chefe de Estado recebida por Francisco, depois da cerimônia que marcou ontem (19) o início do seu pontificado. Na conversa, o papa lembrou que a construção do futuro depende da juventude.
“[O papa] falou sobre a importância da juventude na construção do futuro da humanidade e que a Igreja [Católica], como uma instituição secular, tem no jovem um foco muito grande”, disse a presidente, após o encontro com o papa, no Vaticano.
Dilma disse que Francisco ressaltou que é fundamental, para o combate às drogas, reforçar valores e princípios. “Conversamos sobre a questão das drogas e do crack, o reforço de valores, princípios e símbolos para a juventude”, destacou.
A presidente acrescentou que o papa confirmou que participará da Jornada Mundial da Juventude, nos dias 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro. “Ele [o papa] disse que espera uma presença grande dos jovens [durante a jornada]”, contou ela. Segundo Dilma, o papa disse que pretende, depois da jornada, visitar Aparecida (SP) – onde está o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.
“Ele [o papa] disse que vai a Aparecida, depois [da jornada]. Ele até me lembrou que, em 2007, esteve em Aparecida, e me deu um livro do que eles [os bispos latino-americanos] fizeram em 2007”, contou a presidente, lembrando da recomendação de Francisco de que ela “não leia o livro todo”.
“'Você não precisa ler tudo porque você pode se aborrecer, então você pega o índice e vai nos assuntos que te interessa', ele me disse”, contou Dilma, entre sorrisos, demonstrando o bom humor de Francisco.
A presidente se disse impressionada como o papa se comporta como uma pessoa normal. “Ele [Francisco] é o primeiro muitas coisas: é o primeiro Francisco, primeiro jesuíta, primeiro latino-americano e primeiro argentino”, acrescentou Dilma, informando que percebeu bastante entusiasmo no papa.
A Rádio Vaticano informou que o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, ficou feliz ao receber a notícia. Porém, ainda não há maiores detalhes sobre esse acréscimo no roteiro da visita do Santo Padre ao país. “É uma notícia que me enche de alegria. Os devotos de Nossa Senhora Aparecida, em todo o Brasil, também devem estar transbordando de alegria”, disse dom Damasceno.
Fonte: http://www.cnbb.org.br

Encontro em Natal (RN) prossegue com preparativos do 8º Muticom


O presidente e a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa e irmã Élide Maria Fogolari, respectivamente, e a presidente da Signis Brasil, irmã Helena Corazza, estarão em Natal (RN), no próximo sábado, 23 de março, para uma reunião com as equipes que estão organizando o 8º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom). A reunião, que também contará com a participação do Arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira Rocha.
No encontro, serão apresentados um balanço dos preparativos para o Mutirão. Também, haverá um momento de interação entre os organizadores para a acolhida de sugestões. O 8º Muticom será sediado em Natal, no período de 27 de outubro a 01 de novembro deste ano. É promovido pela CNBB, Signis Brasil, Arquidiocese de Natal,  e  das unidades acadêmicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN: Superintendência de Comunicação, Departamento de Comunicação, Centro Acadêmico Berilo Wanderley e Mestrado em Estudos da Mídia.
As inscrições para o 8º Muticom serão abertas em breve. O site www.muticom.com.br contém informações sobre o evento, como programação, sugestões de hospedagem, peças publicitárias, notícias, entre outras.
Fonte: http://www.cnbb.org.br

ENTREVISTA SOBRE AS PERSPECTIVAS DO NOVO PAPA E A SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A IGREJA E O MUNDO.



Como a igreja recebeu a escolha do novo papa?
A Igreja Católica é uma instituição divina quem a governa é o Espírito Santo, portanto é ele que escolhe; mesmo em meio a interesses e a política dos homens, uma vez que a Igreja é Santa por causa de Jesus Cristo, mas formada por pecadores. A escolha de um novo papa é fruto das orações de toda a Igreja, dos fieis que pedem ao Espírito Santo um pastor conforme o desígnio de Deus. Cabe aos cardeais observarem os perfis de cada cardeal segundo as necessidades da Igreja na atualidade.
Assim como foi uma surpresa a renúncia do papa Bento XVI, também a Igreja e o mundo foram surpreendidos com a eleição do primeiro papa latino americano e ainda mais vindo da América do Sul (Argentina), a grande maioria esperava um papa europeu, provavelmente um italiano, e eis que o Espírito Santo agindo através dos cardeais elege um nome que não era cotado para esse Conclave. Como o próprio papa Francisco falou: “os cardeais foram buscar o papa quase no fim do mundo”, referindo-se ao seu país de origem.

Qual a expectativa em relação ao sucessor do Papa Bento?
A expectativa é muito positiva a mídia deu ampla cobertura à eleição do novo papa e não só a Igreja, mas o mundo cristão e até mesmo os não cristãos veem com esperança a escolha do papa Francisco, pois trata-se de uma grande novidade a eleição de um “papa da periferia”. Um sopro do Espírito Santo, ou seja, um novo Pentecostes para a Igreja, onde ela deve está mais aberta as mudanças e transformações do mundo contemporâneo, estabelecendo um maior diálogo com os não-cristãos e as outras religiões.

Que mudanças são esperadas com essa escolha?
A Principal mudança deve começar da cúria romana, isto é, dos cardeais, daqueles que estão no Vaticano, espera-se que os bispos tenham mais autonomia, uma vez que o papa Francisco tem falado muito em colegialidade, isso quer dizer que ele não quer governar a Igreja sozinho, tomando decisões de cima para baixo, mas ouvindo os cardeais, os bispos e até mesmo o povo. É notável que ele quer uma “Igreja pobre para os pobres”, isso ele deixou bem claro quando falou aos jornalistas, portanto uma Igreja mais próxima aos pobres deve ser a marca do seu pontificado.
Quais os principais desafios que o papa Francisco terá pela frente?
O papa Francisco terá um grande desafio que é trazer os fieis que estão afastados de volta para a Igreja, uma grande preocupação será os pobres e, sobretudo os jovens, é preciso se adequar a eles para evangelizar sem deixar de ensinar as verdades imutáveis da fé e levar Jesus a esta sociedade secularizada, subjetivista, egocentrista, consumista e hedonista onde Deus e o sagrado perdeu o sentido. É preciso falar a linguagem do povo e tirar essa concepção que muitos tem de uma Igreja rica, poderosa, triunfalista, conservadora, retrógrada que ver o mundo com pessimismo; e devolver a credibilidade que muitos perderam ao ver alguns membros da Igreja (padres, bispos) envolvidos em escândalos sexuais como a pedofilia, uma chaga que manchou a imagem da Igreja.

Que significados tem a escolha do primeiro papa latino americano?
Um papa latino americano tem muito a contribuir com a Igreja, pois ele em especial conhece a realidade dos pobres e sofredores, o que fará com que a Igreja esteja voltada para os problemas dos pobres e se torne mais humana e fraterna, mostrando o rosto misericordioso de Deus. Também demonstra a universalidade da Igreja abrindo perspectiva para que no futuro tenhamos um papa africano ou asiático e até mesmo um papa brasileiro porque não.

Tem se falado muito no significado do nome do novo papa, Francisco, você acredita que a escolha desse nome terá sim um verdadeiro significado?
Sim. A escolha do nome Francisco é uma homenagem ao grande Santo da Igreja que viveu no Século XIII, um homem de família rica que deixou tudo para servir a Deus nos pobres. Portanto, o próprio nome já remete ao que deve ser o pontificado mais voltado para os pobres, aberto ao diálogo, a fraternidade, preocupação com as questões ecológicas e também grandes reformas na Igreja como fez São Francisco de Assis ao ouvir a voz do Senhor: “Francisco reconstrói a minha Igreja.” Este também deve ser o pensamento do papa Francisco, novos tempos para a Igreja de Cristo.

Entrevista concedida a estudante de Jornalismo  da  FIPE,  Angelina Medeiros
Por: Pe. Cláudio Dantas de Oliveira

O QUE ESPERAR DO NOVO PAPA?


Com a escolha do novo papa abre-se um novo tempo para a Igreja Católica, podemos falar em um novo Pentecostes, um sopro do Espírito Santo para aproximar a Igreja dos pobres, uma vez que a mesma fez a opção preferencial pelos pobres. Num mundo marcado por uma mudança de época, onde as transformações são rápidas, as relações se tornam cada vez mais superficiais, o egocentrismo, subjetivismo, consumismo e hedonismo predominam na sociedade moderna, a Igreja tem que dar respostas para os problemas e questionamentos do nosso tempo.
Por isso, a escolha de um papa latino americano não poderia ter vindo numa hora mais oportuna, onde a Igreja precisa de reformas urgentes a partir da sua estrutura, ou seja, a cúpula romana, uma reforma de dentro para fora da Igreja visando se adequar a realidade e falar a linguagem do povo sobretudo dos pobres e dos jovens, a Igreja precisa se renovar para levar Cristo aos que estão fora e distantes, sem deixar de falar as verdades imutáveis da nossa fé.
Nos últimos meses o mundo foi pego de surpresa com a renúncia de Bento XVI, um gesto de coragem, humildade e sensatez diante das suas condições físicas e dos desafios da Igreja frente a sociedade secularizada, onde o poder, a riqueza e o status ditam as normas, o agora papa emérito deu essa lição a todos nós renunciando a tudo isso e “refugiando-se do mundo” como ele próprio falou para viver recluso num mosteiro em oração, tudo isso para  bem da Igreja. Depois de quase 600 anos da renúncia do último papa (Gregório XII) em 1415, abres-se novamente esta perspectiva para que outros também possam renunciar ao papado como é previsto no Código de Direito Canônico, mas que não é muito comum, via de regra o papa fica no governo da Igreja até a morte.
Depois da renúncia de Bento XVI muito se especulou sobre os motivos que o levaram a tomar tal decisão e quem seria o seu sucessor.  A mídia acompanhou todo o processo de escolha e muitos nomes eram cotados para ser o novo papa, a grande maioria esperava um papa europeu, um italiano provavelmente, timidamente alguns arriscavam falar em um papa latino americano sendo até mesmo um brasileiro. Mas eis que o Espírito Santo surpreende a todos novamente em meio os interesses e a política dos homens, surge o Cardeal Jorge Mario  Bergoglio, um Jesuíta, Cardeal de Buenos Aires na Argentina, um sul-americano que não era cotado, um homem voltado para os pobres e para as questões sociais,  assumindo o nome de Francisco em homenagem ao grande Santo da Igreja que viveu no Século XIII, São Francisco de Assis, o próprio nome já remete ao que deverá ser o seu pontificado e as suas pretensões.
Desde a sua primeira aparição na praça de São Pedro, diante de uma multidão que o esperava, o papa Francisco vem dando sinais de que quer uma “Igreja pobre para os pobres” através de suas vestes bem mais simples de que a dos seus antecessores, do próprio discurso, do anel papal de prata banhado a ouro, da dispensa do carro oficial indo de ônibus com os outros cardeais para a missa de encerramento do conclave, da quebra de protocolo diversas vezes falando de modo informal como um pai aos filhos, procurando a fraternidade, a colegialidade, a humildade, a pobreza e a Paz. O mundo cristão e não-cristão espera muito as reformas do papa Francisco, o santo padre agradou a grande maioria e vem sendo elogiado pela mídia diante de seus gestos, palavras e atitudes, rezemos ao Espírito Santo para que o papa consiga desempenhar bem as funções do seu ministério e levar o povo a um verdadeiro encontro pessoal com Jesus de Nazaré.

Por: Pe. Cláudio Dantas de Oliveira

EVANGELHO DO DIA


DIA 22 DE MARÇO - SEXTA-FEIRA

V SEMANA DA QUARESMA
(ROXO, PREFÁCIO DA PAIXÃO I – OFÍCIO DO DIA)

Evangelho (João 10,31-42)
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai que é amor!
Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63.68)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo. 
Naquele tempo, 10 31 os judeus pegaram pela segunda vez em pedras para o apedrejar. 
32 Disse-lhes Jesus: "Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte de meu Pai. Por qual dessas obras me apedrejais?" 
33 Os judeus responderam-lhe: "Não é por causa de alguma boa obra que te queremos apedrejar, mas por uma blasfêmia, porque, sendo homem, te fazes Deus". 
34 Replicou-lhes Jesus: "Não está escrito na vossa lei: ‘Eu disse: Vós sois deuses?’ 
35 Se a lei chama deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (ora, a Escritura não pode ser desprezada), 
36 como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o Filho de Deus? 
37 Se eu não faço as obras de meu Pai, não me creiais. 
38 Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai". 
39 Procuraram então prendê-lo, mas ele se esquivou das suas mãos. 
40 Ele se retirou novamente para além do Jordão, para o lugar onde João começara a batizar, e lá permaneceu. 
41 Muitos foram a ele e diziam: "João não fez milagre algum, 
42 mas tudo o que João falou deste homem era verdade". E muitos acreditaram nele.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
UM HOMEM FAZENDO-SE DEUS? 
Embora, Jesus jamais tivesse afirmado "Eu sou Deus!", seus adversários acusavam-no de, sendo apenas um homem, pretender passar por Deus. E chegavam a esta conclusão, não por causa de uma declaração peremptória de Jesus, e sim pelo modo como ele falava e agia. Suas palavras tinham uma autoridade desconhecida, e pareciam ir de encontro a tudo quanto, até então, era ensinado como Palavra de Deus. Esta liberdade diante da tradição religiosa revelava, no pensar dos inimigos, que Jesus estava pretendendo ocupar o lugar de Deus. Quanto aos sinais que realizava, eram de tal modo portentosos que só das mãos de Deus poderiam provir. Quem, a não ser Deus, pode curar os doentes, ressuscitar os mortos, transformar a água em vinho? Este poder criador é prerrogativa divina. 

Essas falsas acusações foram rebatidas com dois argumentos. O primeiro foi tirado das Escrituras, precisamente do Salmo que, referindo-se aos juízes deste mundo, declara: "Vocês são deuses!". Eles, ao julgar, exercem um poder divino. Se as Escrituras fazem tal declaração, é possível aplicá-la também a Jesus. O segundo é tirado da própria pregação do Mestre. Suas palavras exatas foram "Eu sou o Filho de Deus". Esta consciência de ser Filho era o pano de fundo de tudo quanto fazia e ensinava. Sem isto, suas palavras cairiam no vazio e seriam sem sentido. Ele é, sim, o Filho santificado e enviado ao mundo para fazer as obras do Pai. E elas são as primeiras a testemunhar em seu favor. 

Fonte: http://www.domtotal.com

quinta-feira, 21 de março de 2013

EVANGELHO DO DIA


DIA 21 DE MARÇO - QUINTA-FEIRA

V SEMANA DA QUARESMA
(ROXO, PREFÁCIO DA PAIXÃO I – OFÍCIO DO DIA)

Evangelho (João 8,51-59)
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8)


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. 
Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 8 51 "Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá jamais a morte". 
52 Disseram-lhe os judeus: "Agora vemos que és possuído de um demônio. Abraão morreu, e também os profetas. E tu dizes que, se alguém guardar a tua palavra, jamais provará a morte. 
53 És acaso maior do que nosso pai Abraão? E, entretanto, ele morreu e os profetas também. Quem pretendes ser?"
54 Respondeu Jesus: "Se me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; meu Pai é quem me glorifica, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus 
55 e, contudo, não o conheceis. Eu, porém, o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria mentiroso como vós. Mas conheço-o e guardo a sua palavra. 
56 Abraão, vosso pai, exultou com o pensamento de ver o meu dia. Viu-o e ficou cheio de alegria". 
57 Os judeus lhe disseram: "Não tens ainda cinqüenta anos e viste Abraão!"
58 Respondeu-lhes Jesus: "Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão fosse, eu sou". 
59 A essas palavras, pegaram então em pedras para lhas atirar. Jesus, porém, se ocultou e saiu do templo.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
O SENHOR DA VIDA
A origem e o destino de Jesus foram motivo de controvérsia com os judeus. Por um lado, o Mestre proclamava: “Se alguém guarda a minha palavra, jamais verá a morte”. Por outro, afirmava: "Antes que Abraão existisse, Eu sou".
Seus adversários raciocinavam de maneira aparentemente lógica. Os personagens mais veneráveis do povo, como Abraão e os profetas, morreram. Acreditava-se na volta do profeta Elias, que fora arrebatado ao céu numa carruagem de fogo. Não se tinha, porém, notícia de alguém que não iria experimentar a morte. Com Jesus, não haveria de ser diferente. Quanto à sua origem, era suficiente considerar sua idade bastante jovem – "Ainda não tens cinqüenta anos..." – para se dar conta da falsidade de sua afirmação. 
Este modo de pensar estava em total descompasso com a real intenção de Jesus. Referindo-se à morte, pensava em algo muito mais radical que a pura morte física. Suas palavras abririam caminho para a vida eterna, na comunhão plena com o Pai, para além das vicissitudes desta vida terrena. Ao referir-se à sua origem, não estava pensando no seu nascimento carnal, historicamente determinável, e sim na sua vida prévia, no seio do Pai. Neste sentido, pode-se dizer anterior ao patriarca Abraão, por possuir uma existência eterna.
Os inimigos de Jesus eram demasiados terrenos para compreender esta linguagem.

Fonte: http://www.domtotal.com

quarta-feira, 20 de março de 2013

EVANGELHO DO DIA


DIA 20 DE MARÇO - QUARTA-FEIRA

V SEMANA DA QUARESMA
(ROXO, PREFÁCIO DA PAIXÃO I – OFÍCIO DO DIA)

Evangelho (João 8,31-42)

Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor.
Felizes os que observam a palavra do Senhor, de reto coração, e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8,15)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. 
Naquele tempo, 8 31 E Jesus dizia aos judeus que nele creram: "Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos; 
32 conhecereis a verdade e a verdade vos livrará". 
33 Replicaram-lhe: "Somos descendentes de Abraão e jamais fomos escravos de alguém. Como dizes tu: Sereis livres?" 
34 Respondeu Jesus: "Em verdade, em verdade vos digo: todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo. 
35 Ora, o escravo não fica na casa para sempre, mas o filho sim, fica para sempre. 
36 Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. 
37 Bem sei que sois a raça de Abraão; mas quereis matar-me, porque a minha palavra não penetra em vós. 
38 Eu falo o que vi junto de meu Pai; e vós fazeis o que aprendestes de vosso pai". 
39 "Nosso pai", replicaram eles, "é Abraão". Disse-lhes Jesus: "Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. 
40 Mas, agora, procurais tirar-me a vida, a mim que vos falei a verdade que ouvi de Deus! Isso Abraão não o fez. 
41 Vós fazeis as obras de vosso pai". Retrucaram-lhe eles: "Nós não somos filhos da fornicação; temos um só pai: Deus". 
42 Jesus replicou: "Se Deus fosse vosso pai, vós me amaríeis, porque eu saí de Deus. É dele que eu provenho, porque não vim de mim mesmo, mas foi ele quem me enviou".
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
A VERDADE QUE LIBERTA 
No confronto com os judeus, Jesus apresentou-se como a única verdade que pode trazer libertação. Com isto, punha em xeque a prática religiosa judaica na qual fora educado e que era a base da fé de seus discípulos e de seus interlocutores. Em que sentido o ensinamento de Jesus era diferente, a ponto de proporcionar uma libertação impossível de ser alcançada por outras vias? 

A força libertadora da verdade ensinada pelo Mestre está ligada à sua origem: ele ensinava o que havia visto junto do Pai. Suas palavras tinham uma força única de colocar os discípulos em contato com o desígnio do Pai e estabelecer uma profunda comunhão de amor com ele. A libertação resultava da presença amorosa do Pai no coração do discípulo. Presença capaz de banir toda forma de egoísmo escravizador e estabelecer relações fraternas com o próximo. Presença suficientemente forte para arrancar o discípulo das trevas do pecado e introduzi-lo no reino da luz. Presença humanizadora e plenificadora. 

Jesus considerava a doutrina dos judeus demasiadamente contaminada por elementos espúrios, nem sempre compatíveis com o querer divino. De fato, de tanto se intrometer na Lei de Deus, os judeus acabaram por desvirtuar-lhe o sentido. 
As palavras de Jesus serviam de alerta para quem desejava tornar-se discípulo. Urgia deixar-se libertar pela verdade proclamada por ele. 

Fonte: http://www.domtotal.com

terça-feira, 19 de março de 2013

EVANGELHO DO DIA


DIA 19 DE MARÇO - TERÇA-FEIRA

SÃO JOSÉ
ESPOSO DE MARIA E PADROEIRO DA IGREJA 
(BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO PRÓPRIO – OFÍCIO DA SOLENIDADE)


Evangelho (Mateus 1,16.18-21.24)
Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo, palavra de Deus!
Felizes os que habitam vossa casa, para sempre eles hão de vos louvar!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
1 16 Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo. 
18 Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. 
19 José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. 
20 Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. 
21 Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados”. 
24 Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
Enquanto no Evangelho de Lucas a anunciação da concepção virginal de Jesus é feita a Maria, em Mateus o anúncio dirige-se a José. José é apresentado por uma genealogia elaborada por Mateus, a fim de sugerir a origem davídica de Jesus. Ele pretende, assim, contemplar sua comunidade formada por convertidos oriundos do judaísmo. O texto de Mateus nos apresenta um drama. O sofrimento de José pela constatação da gravidez daquela que lhe estava prometida em casamento e que ele amava. Parece que o anjo tardou em seu anúncio. Só se comunica quando José, no auge de seu sofrimento, resolve despedir Maria. Percebe-se que se trata de um texto teológico de Mateus, despreocupado com as implicações afetivas. O conteúdo é o convite do anjo a José para que assuma a paternidade legal da concepção divina de Maria.

(O comentário litúrgico é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE, e disponibilizado neste Portal a cada mês)

Santo do Dia / Comemoração (SÃO JOSÉ)

São raros os dados sobre as origens, a infância e a juventude de José, o humilde carpinteiro de Nazaré, pai terrestre e adotivo de Jesus Cristo, e esposo da Virgem de todas as virgens, Maria. Sabemos apenas que era descendente da casa de David. Mas, a parte de sua vida da qual temos todo o conhecimento basta para que sua canonização seja justificada. José é, praticamente, o último elo de ligação entre o Velho e o Novo Testamento, o derradeiro patriarca que recebeu a comunicação de Deus vivo, através do caminho simples dos sonhos. Sobretudo escutou a palavra de Deus vivo. Escutando no silêncio. 

Nas Sagradas Escrituras não há uma palavra sequer pronunciada por José. Mas, sua missão na História da Salvação Humana é das mais importantes: dar um nome a Jesus e fazê-lo descendente de David, necessário para que as profecias se cumprissem. Por isso, na Igreja, José recebeu o título de "homem justo". A palavra "justo" recorda a sua retidão moral, a sua sincera adesão ao exercício da lei e a sua atitude de abertura total à vontade do Pai celestial. Também nos momentos difíceis e às vezes dramáticos, o humilde carpinteiro de Nazaré nunca arrogou para si mesmo o direito de pôr em discussão o projeto de Deus. Esperou a chamada do Senhor e em silêncio respeitou o mistério, deixando-se orientar pelo Altíssimo. 

Quando recebeu a tarefa, cumpriu-a com dócil responsabilidade: escutou solícito o anjo, quando se tratou de tomar como esposa a Virgem de Nazaré, na fuga para o Egito e no regresso para Israel (Mt 1 e 2, 18-25 e13-23). Com poucos mas significativos traços, os evangelistas o descreveram como cuidadoso guardião de Jesus, esposo atento e fiel, que exerceu a autoridade familiar numa constante atitude de serviço. As Sagradas Escrituras nada mais nos dizem sobre ele, mas neste silêncio está encerrado o próprio estilo da sua missão: uma existência vivida no anonimato de todos os dias, mas com uma fé segura na Providência. 

Somente uma fé profunda poderia fazer com que alguém se mostrasse tão disponível à vontade de Deus. José amou, acreditou, confiou em Deus e no Messias, com toda sua esperança. Apesar da grande importância de José na vida de Jesus Cristo não há referências da data de sua morte. Os teólogos acreditam que José tenha morrido três anos antes da crucificação de Jesus, ou seja quanto Ele tinha trinta anos. 

Por isso, hoje é dia de festa para a Fé. O culto a São José começou no Egito, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade. Em 1870, o Papa Pio IX o proclamou São José, padroeiro universal da Igreja e, a partir de então, passou a ser venerado no dia 19 de março. Porém, em 1955, o Papa Pio XII fixou também, o dia primeiro de maio para celebrar São José, o trabalhador. Enquanto, o Papa João XXIII, inseriu o nome de São José no Cânone romano, durante o seu pontificado.



SÃO JOSÉ, PATRONO DA IGREJA


É de fundamental importância conhecer o que nos circunda, principalmente, em se tratando de religião, sabermos em quem estamos colocando nossa devoção, pois é a partir de nossa fé que estruturamos o nosso viver, e esta baseia-se em nossos conhecimentos e experiências que são enriquecidos mediante uma unidade em Deus no irmão.

Em 8 de dezembro de 1870, o papa Pio IX declarava São José, Patrono da Igreja. Numerosos movimentos e congregações trazem o seu apadrinhamento. Porém, nem todos percebem o sentido e a importância das virtudes de São José, que são acessíveis a todos os homens contemporâneos.

Vivemos numa sociedade onde a justiça tomou-se o paradigma orientador e norteador dos seus diversos segmentos, principalmente das camadas mais populosas. Portanto, entramos na questão do que seja justiça e, nada melhor do que perceber um aspecto dessa justiça, observando pela ótica de São José, que é justo, não pelo que disse, mas pelas virtudes que praticou.

Mateus caracterizou José de "justo" (Mt 1,19). Essa é a principal virtude que o caracteriza nos poucos fatos retratados nos evangelhos de Mateus e Lucas. A sua justiça não consistia na simples observância das letras da Lei, mas numa profunda escuta à vontade de Deus.

O homem justo para os judeus era aquele que não participava da culpa dos outros, ou seja, aquele que estava separado do pecador (Lc 7,39). José, como bom judeu e sendo da descendência de Davi, sabia como proceder em caso de infidelidade da mulher prometida em casamento (Dt 22,20s). Ora, Maria apareceu grávida e nada contou a ele sobre sua gravidez. Isto leva-o a tomar uma atitude mas, em nenhum momento questiona a fidelidade de Maria, antes silencia diante deste grande mistério de Deus, como em outros momentos da manifestação de Jesus (Lc 2,33.50). José sabia que este mistério ultrapassava seus limites de compreensão. Sua atitude é de agir, não conforme as prescrições da lei, mas segundo a intenção de seu coração de homem prudente, que espera em Deus quando nada entende.

Portanto, nada de extraordinário circundou a vida de São José, somente a sua vontade sincera de assumir, com responsabilidade, aquilo que experimentava na busca de uma vida justa. Isto o fez o mais honrado dos homens, porque soube honrar as posições que a ele foram confiadas: pai, esposo, amigo, trabalhador.

São  José, Rogai por nós!

segunda-feira, 18 de março de 2013

EVANGELHO DO DIA


DIA 18 DE MARÇO - SEGUNDA-FEIRA

V SEMANA DA QUARESMA *
(ROXO, PREFÁCIO DA PAIXÃO I – OFÍCIO DO DIA)

Evangelho (João 8,12-20)
Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!
Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida (Ez 33,11).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
Naquele tempo, 8 1 dirigiu-se Jesus para o monte das Oliveiras.
2 Ao romper da manhã, voltou ao templo e todo o povo veio a ele. Assentou-se e começou a ensinar.
3 Os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adultério.
4 Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: "Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério.
5 Moisés mandou-nos na lei que apedrejássemos tais mulheres. Que dizes tu a isso?"
6 Perguntavam-lhe isso, a fim de pô-lo à prova e poderem acusá-lo. Jesus, porém, se inclinou para a frente e escrevia com o dedo na terra.
7 Como eles insistissem, ergueu-se e disse-lhes: "Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra".
8 Inclinando-se novamente, escrevia na terra.
9 A essas palavras, sentindo-se acusados pela sua própria consciência, eles se foram retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante dele.
10 Então ele se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: "Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?"
11 Respondeu ela: "Ninguém, Senhor". Disse-lhe então Jesus: "Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar".
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
UM JULGAMENTO FRUSTRADO 
O episódio do julgamento frustrado da mulher flagrada em adultério chama a atenção para o tipo de juízo a que Jesus será submetido, chegando até ser condenado à morte. A malícia e a hipocrisia que condenaram a mulher haveriam de recair também sobre Jesus. 
Os mestres da Lei e os fariseus, ao surpreenderem a mulher em adultério, conheciam perfeitamente a providência a ser tomada. Aliás, eles mesmos se confessaram conhecedores da Lei, a qual ordenava a lapidação imediata das adúlteras. Portanto, não tinha sentido interrogar Jesus a este respeito. O que os adversários visavam era colher provas contra ele, saídas de sua própria boca. De fato, quem estava sendo julgado era Jesus, não a mulher adúltera. 
O gesto sereno do Mestre, apesar da insistência de seus inquisidores, foi uma clara demonstração de que ele não os temia. Continuou a escrever no chão. Depois, ergueu-se para confrontá-los com uma pergunta fulminante: "Quem de vocês não tiver pecado, seja o primeiro a apedrejar esta mulher!". Então, toda a malícia de seus adversários ficou patente, pois foram se retirando, um por um, a começar pelos mais velhos. É porque não tinham moral para julgar a adúltera, e muito menos para julgar Jesus. Que tratassem de se corrigir, antes de se arvorarem em juízes do próximo! 
A mulher teve Jesus para defendê-la da malícia e da hipocrisia dos seus acusadores. Quanto a Jesus, haveria de ser condenado por pecados que não cometeu. 

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).

Fonte: http://www.domtotal.com

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Grupo de Vida João Paulo II acolhe com alegria nosso Papa.
Seja Bem-vindo o nosso PAPA FRANCISCO!

Com muita alegria desejamos ao nosso querido Papa um frutuoso e feliz ministerio petrino. Deus seja louvado.

quarta-feira, 13 de março de 2013

O PRIMEIRO PAPA LATINO-AMERICANO. SALVE A AMÉRICA DO SUL



Papa Francisco terá a missão fortificar e reafirmar a fé

Por Alessandra Borges
Da Redação

O mundo aclamou, nesta quarta-feira, 13, com grande alegria, o anúncio do 1º Papa latino-americano. O Cardeal Jorge Mario Bergoglio, agora Papa Francisco, com 76 anos, foi eleito Pontífice na 5ª votação do Conclave.
Professor Felipe Aquino esteve, durante esta tarde, no programa ‘Sucessão Papal’, na TV Canção Nova, e destacou que ter um Papa latino-americano é significativo, porque a América é o continente mais católico do mundo.
“Este novo Papa vai trazer para a América Latina um reavivamento muito grande da fé, e isso é muito importante, porque nós estamos vivendo um tempo de muitas ceitas, as quais tendem a abafar a fé católica. Mas com uma Papa latino-americano a fé católica vai ser muito reforçada. Deus vem em socorro da América Latina agora”, comentou Aquino.
O nome escolhido por Dom Bergoglio para seu pontificado foi ‘Papa Francisco I’. De acordo com professor Felipe Aquino, a escolha tem referência em São Francisco Xavier, o maior evangelizador do mundo, patrono das missões e cofundador da Companhia de Jesus; também a São Francisco de Assis.
“Ele tem diante de si a missão da ‘nova evangelização’, a missão de São Francisco Xavier. Penso que para o mundo e para a Igreja o trabalho do novo Pontífice será muito importante”, disse o professor.
A missão do novo Papa será muito grande diante dos desafios que a Igreja terá de vencer, mas os católicos o acolhem de braços abertos, no mesmo gesto de oração que ele pediu durante o seu primeiro pronunciamento, na Praça de São Pedro, para milhares de fiéis.

Fonte: http://papa.cancaonova.com

FRANCISCO, NOVO PAPA


Foi eleito novo Papa na tarde desta terça-feira, 13 de março, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio que adotou o nome de Francisco I. Ele tem 76 anos é o 266° sucessor de Pedro. Foi eleito no 5° escrutínio no segundo dia do Conclave.
"Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam!”
“Eminentissimum ac reverendissimum dominum, dominum, Giorgio Marium Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio, qui sibi nomen imposuit Francisco I.

O Cardeal Arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio,
Às 20hs12min do dia 13 de março de 2013 o protodiácono Jean-Louis Tauran proclamou a famosa fórmula do Habemus Papam, no balcão Central da Basílica de São Pedro.
Às 20h23 o recém-eleito assomou ao balcão central proclamando as seguintes palavras: "Irmãos e Irmãs, boa noite! Vocês sabem que o dever do Conclave era de dar um bispo a Roma. Parece que meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase no fim do mundo. Mas, estamos aqui! Vos agradeço pela acolhida, à comunidade diocesana, ao seu bispo. Obrigado!"
Fonte: http://www.cnbb.org.br

Primeiro pedido do papa Francisco: ". Peço um favor a vocês: antes que o bispo abençoe o povo, peço que rezem ao Senhor para que me abençoe".


As primeiras palavras do Papa Francisco  na loggia de São Pedro: “Vocês sabem que o dever do Conclave era de dar um bispo para Roma.; parece que meus irmãos foram buscá-lo no fim do mundo. Mas, estamos aqui. Obrigado pela acolhida. Rezemos todos juntos pelo bispo de Roma”.
Segundo o jornal Avvenire, de Roma, o novo Papa fez uma referência afetuosa ao Papa emérito Bento XVI , depois recitou a “Ave Maria” e o “Glória”. “Agora começamos este caminho, bispo e povo, um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre por nós, um pelo outro, por todo mundo, para que seja uma grande fraternidade. Desejo que esse caminho da Igreja que hoje começamos seja frutuoso para a evangelização desta bela cidade. Peço um favor a vocês: antes que o bispo abençoe o povo, peço que rezem ao Senhor para que me abençoe. Em silêncio, façam esta oração sobre mim”. Depois da bênção “Urbi et Orbi” ainda voltou a pedir: “ Rezem por mim . Nós veremos logo. Amanhã, quero ir rezar para pedir à Nossa Senhora para que proteja toda Roma. Bom repouso”.
Fonte: http://www.cnbb.org.br

SAUDAÇÃO DA CNBB AO NOVO PAPA FRANCISCO


Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, em entrevista coletiva concedida à imprensa, na tarde desta quarta-feira, 13 de março, apresentou a saudação oficial da CNBB ao papa Francisco.
leia a saudação na íntegra:
SAUDAÇÃO DA CNBB AO NOVO PAPA
“Bendito o que vem em nome do Senhor!”(Sl 118,26)

Tomada pela alegria e espírito de comunhão com a Igreja presente em todo o mundo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB eleva a Deus sua prece de louvor e gratidão pela eleição do novo Sucessor de Pedro, Sua Santidade Francisco I.
O tempo e as circunstâncias que antecederam a eleição de Francisco  ajudaram a Igreja a viver intensamente a espiritualidade quaresmal, rumo à vitória de Cristo celebrada na Páscoa que se aproxima. O momento é de agradecer a bondade de Deus pela bênção de um novo Papa que vem para guiar os fieis católicos na santidade, ensiná-los no amor e servi-los na humildade.
A eleição de Francisco revigora a Igreja na sua missão de “fazer discípulos entre todas as nações”, conforme o mandato de Jesus (cf. Mt 28,16). Ao dizer “Sim” a este sublime e exigente serviço, Sua Santidade se coloca como Pedro diante de Cristo, confirmando-Lhe seu amor incondicional para, em resposta, ouvir: “Cuida das minhas ovelhas” (cf. Jo 21,17).
Nascido no Continente da Esperança, Sua Santidade traz para o Ministério Petrino a experiência evangelizadora da Igreja latino-americana e caribenha.
A expectativa com que o mundo acompanhou a escolha do Sucessor de Pedro revela o quanto a Igreja pode colaborar com as Nações na construção da paz, da justiça, da igualdade e da solidariedade.
Ao novo Papa não faltará a assistência e a força do Espírito Santo para cumprir esta missão e aprofundar na Igreja o dom do diálogo, em uma sociedade marcada pela pluralidade e pela diversidade, e o compromisso com a vida de todos, a partir dos mais pobres, como nos ensina Jesus Cristo.
           Ao saudá-lo no amor de Cristo que nos une e na missão da Igreja que nos irmana, asseguramos-lhe a obediência, o respeito e as orações das comunidades da Igreja no Brasil, para que seja frutuoso o seu Ministério Petrino.
Com toda Igreja, confiamos sua vida e seu pontificado à proteção da Virgem Maria, mãe de Deus e mãe da Igreja.
Bem-vindo Francisco!  A Igreja no Brasil o abraça com amor!

 Dom Belisário José da Silva                         Dom Leonardo Ulrich Steiner
Arcebispo de São Luis                                  Bispo Auxiliar de Brasília
Vice Presidente da CNBB                            Secretário Geral da CNBB