Não fecheis os corações como em Meriba
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
LITURGIA DIÁRIA
1ª Leitura - Nm 13,1-2.25-14,1.26-29 
Salmo - Sl 105,6-7a. 13-14. 21-22. 23 (R. 4a)
"Quem deixa uma casa por seguir a vocação encontra cem." (São João Bosco)
COMPAIXÃO

Dom José Alberto Moura, CSS
Arcebispo de Montes Claros, MG
Não existe alguém mais compassivo do que Deus em relação ao ser humano. Muitos, até cientistas, procuram saber se é possível a existência divina. A matéria, por ela mesma, não é suficiente para esclarecer sua causalidade em relação ao universo. O horizonte intelectual humano é muito frágil e limitado para conhecer a realidade da essência da divindade transcendente à matéria. Mesmo com a reflexão sobre a causalidade, buscando-se, pela lógica intelectual, o ser não limitado que possibilitou a existência dos seres contingentes, há a obnubilação do conhecimento humano sobre o Ser Superior a tudo e de dimensão incomensurável. Por isso, o Ser Supremo quis dar-se a conhecer, inicialmente de modo indireto, através do cosmo, e, de há certo tempo, através daquele que ele enviou, através de um ser humano que o gerou. O desafio da fé, mesmo para os que não crêem, apresenta-o na fragilidade da natureza humana sujeita à morte física, mas ainda superando esta com a ressurreição. Mostra aí sua natureza também divina. Aceitá-la não é só buscar os dados históricos narrados também por Flávio José, ou mesmo pelos fatos apresentados pela bíblia. A ciência humana é demais pequena para, por si só, querer explicar ou aceitar a grandiosidade do fato ou da realidade do Criador.
Jesus, o Filho de Deus a nós enviado, apresenta-nos de modo compreensível a relação do humano com o divino. Diferentemente de outros religiosos, ele não só fala de Deus. Mas prova ser o mesmo Deus que se torna humano. Seus milagres dão essa conotação. A prova cabal é sua ressurreição. A ciência não é capaz de realizar a ressurreição para a vida imorredoura. Na postura messiânica e humana de Jesus ele mostra profunda compaixão para com o ser humano: “Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por ela e curou os que estavam doentes” (Mateus 14, 13). Sua atitude não só o fez constatar o sofrimento humano, mas fez ação prática de tirá-lo dessa situação. Mostrou isso inúmeras vezes. Mas ele não queria só tirar o sofrimento físico, próprio de seres limitados como somos nós. Mostrou-nos, na prática, sua compaixão, assumindo nossos próprios limites de sofrimento, ingratidão, perseguição, condenação injusta e morte por crucifixão. No entanto, o maior milagre não é o de erradicar esses limites para a humanidade, e sim o que causa o maior infortúnio, o mal moral e espiritual. Ele quer nossa vida digna já na terra. Poderíamos ter muito menos sofrimento aqui, se vivêssemos na grandeza ética, moral e espiritual. Seguindo-o, alcançaremos o patamar da convivênia com o necessário para todos caminharem com dignidade. Falta compaixão por parte de muitos que são gananciosos, imorais, injustos, desonestos, sumamente ambiciosos, invejosos, corruptos, malversadores do que é bem comum...
Jesus veio nos mostrar que é possível o exercício das atividades humanas com a promoção da justiça, da corresponsabilidade social, da solidariedade, do respeito à vida e à dignidade humana. A fé nele, vivida na prática, é uma força incrível que faz a pessoa realizar o ideal de servir e amar, em todas as profissões, vocações e situações humanas. A compaixão nos leva a ser sensíveis e atuantes para ajudar o semelhante a superar seus problemas e limites.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
O CONTO DA VIDA

“Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, a qual haviam gravadas figuras de caveiras.
Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:
- Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados.
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por trás da assustadora porta?
- Vá e veja.
O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, ate que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade. O soldado admirado apenas olha seu rei que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta. Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?
Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?”
REFLEXÃO
E você? Quantas vezes perdeu uma oportunidade pelo medo de arriscar? Reflita! Pense mais em seus atos e suas possibilidades. Pode valer a pena se arriscar um pouco mais… Vida é vida e deve ser vivida e aproveitada!
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Iniciamos hoje no Brasil o mês vocacional. Desde 1983 o mês de agosto é dedicado a reflexão sobre as vocações. Inicialmente, celebrar o mês vocacional significava rezar para que os jovens quisessem ser padres ou freiras. Porém, há algum tempo, discernindo sob o olhar do Espírito Santo, os bispos chegaram ao consenso que o termo vocação é muito mais complexo do que seguir determinada “vocação específica”. Por isso, celebrar a palavra Vocação no mês de agosto significa estender o nosso conhecimento para além dos ofícios consagrados: refletir sobre vocação é compreender que todos os homens são eternos vocacionados para a vida.
A palavra vocação vem do verbo latino vocare que significa chamar. Quer dizer, vivenciar uma vocação se traduz por atender um chamamento. Este chamado parte de alguém que é o princípio de tudo; é um chamado de Deus. “Não fostes vós que me escolhestes; eu vos escolhi” (Jo 15,16). Todos nós, enquanto seres humanos dotados de vida, somos chamados a ser mais do que aparentemente somos. Vocação implica uma auto-realização, pessoal e comunitária, que se dá, pouco a pouco, cada dia de nossas vidas. E se há um chamado coerente de Deus deve haver uma resposta consciente e livre por parte do homem.
Mas o que fazer se o homem de hoje vivencia um momento profundo de crise vocacional? O mundo pós-contemporâneo prega em suas ideologias a cultura do ter que se contrapõe à cultura do ser. Ele promove um homem sem vocação. A vida se tornou para muitos como uma eterna ‘experimentação’. Porém, diante dessa desestruturação do ser do homem existe uma visível sede de Deus. O chamado de Deus é feito a estes homens, de carne e osso, que vivem em sua ‘fragilidade homogênea’. Incentivar a cultura vocacional significa entender a realidade e dialogar com o homem que se questiona a cada dia sobre a sua função dentro do ciclo vital.
Apoiar o discernimento vocacional é ajudar a pessoa a se encontrar inicialmente como ser humano. Todo ser humano tem uma vocação íntima, pessoal. Encontrando-se no contexto de sua vocação pessoal ele é chamado a vivenciar uma determinada vocação específica. O modelo concreto para seguirmos na busca da vocação humana (pessoal) é Jesus Cristo. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Para viver bem precisamos olhar para Jesus e aprender a olhar como Ele, isto é, desarmar o nosso olhar e olhar com amor para a beleza da vida na qual estamos inseridos e somos chamados a ser pessoas.
O chamado que Deus faz a cada homem é um chamado pessoal sempre intermediado por alguém. No caminho vocacional para acertar é preciso saber primeiro por onde ir. Daí a importância que tem o animador vocacional – um semeador de vocações – animar àqueles que ainda não descobriram o verdadeiro caminho vocacional. Todavia, não esqueçamos que quem ajuda a chamar em nome de Deus deve saber que também é um vocacionado. A descoberta vocacional nunca se encerra. Todos nós precisamos aprofundar a consciência de que somos chamados a uma missão. Só assim poderemos viver em plenitude nossas vocações específicas.
Portanto, viver o mês vocacional deve ser uma oportunidade impar para celebrar a vida. Animemos com entusiasmo àqueles que ainda pairam sobre as incertezas do mundo. Formar vocações sólidas é missão de todo cristão. A resposta da Igreja ao mundo que rema contra a mensagem Divina será oferecer à sociedade famílias conscientes do seu papel; padres dispostos a assumir com coragem a missão; homens e mulheres que se coloquem à consagração total do Reino; fiéis leigos capazes de serem Igreja. Enfim, oferecer ao mundo seres humanos imbuídos de amor que se realizem e sejam fonte de realização para todos que estão a sua volta.
*Seminarista João Batista Nunes Filho
Seminarista do 2° ano de Teologia da Arquidiocese de Natal
Secretário da Pastoral Vocacional do Seminário de São Pedro
CNBB PROMOVE ENCONTRO EM BRASÍLIA PARA DEBATER AS DGAE

As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), que foram aprovadas na última Assembleia Geral, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em maio deste ano, serão tema de estudo e debate dos Assessores e Secretários Executivos dos Regionais, da CNBB, na Casa de Retiros Assunção, em Brasília, de 2 a 4 de agosto.
No encontro constam palestras, feitas pelo secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner e pelos teólogos convidados, padre Joel Portella Amado e Agenor Brighenti. Os dois teólogos foram convidados e serão os orientadores do encontro.
A programação tem ainda debates e reflexões sobre “A espiritualidade das Diretrizes”; “Gênese e fundamento das Diretrizes”; “As urgências da Evangelização”; “Urgências na ação Evangelizadora e perspectivas de ação”; “Plano de Pastoral e processo de planejamento”; “Passos metodológicos na elaboração de um plano de Pastoral”, entre outros.
O secretário geral da Conferência dos Bispos, dom Leonardo Ulrich Steiner, explicou a ideia do encontro. “O Conselho Permanente (da CNBB), reunido em junho de 2011, acolhendo a sugestão do Grupo de Assessores e dos Secretários Executivos dos Regionais, decidiu, por unanimidade, que se realize o encontro para estudo e operacionalização das Diretrizes”, destacou.
Para o subsecretário adjunto geral da CNBB, padre Antônio da Paixão, o objetivo do encontro é conhecer, rezar e viver as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. “O objetivo também é de operacionalizar as Diretrizes, em processo orgânico de planejamento, nas Comissões Episcopais Pastorais, nos Regionais e dioceses, nos Organismos e Movimentos da CNBB”.
Ainda de acordo com o padre Antônio, são esperadas mais de 50 pessoas, de todo o país, para esse encontro.
A Casa de Retiros Assunção fica no endereço: SGAN L2 Quadra 611.
Saiba mais sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, acessando o link: www.cnbb.org.br/diretrizes/.


